
Candidato do PT comenta recuo de adversário de debate em ato no centro de São Paulo (Foto: Instagram)
O ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que Flávio Bolsonaro pode ter recuado do debate presidencial da TV Globo por receio de enfrentar Renan Santos, do partido Missão. Em conversa com a imprensa após ação de campanha no centro de São Paulo, Haddad destacou que, concorde-se ou não com as ideias do adversário, este possui um público específico e uma mensagem a passar, fato que teria levado o senador a desmarcar sua participação no evento.
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Segundo o petista, o temor de Flávio Bolsonaro em encarar Renan Santos ficou evidente antes mesmo de a própria Globo confirmar o cancelamento do debate que estava marcado para esta quinta-feira. Na avaliação de Haddad, a presença de Santos agregaria uma pauta diferente ao encontro, o que teria motivado o parlamentar a desistir do embate. A declaração de Haddad foi registrada antes de a emissora oficializar a não realização do programa, inicialmente previsto para iniciar às 21h20.
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Flávio Bolsonaro comunicou sua decisão de não comparecer ao debate às 19h24, alegando ter sofrido “censura” por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Horas antes, o TSE havia proibido a exibição do púlpito vazio que seria reservado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, filiado ao PT, que também optou por não participar do encontro. Ainda antes do horário previsto para o debate, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fixou que Renan Santos fosse chamado para integrar a roda de entrevistas, gerando divergências entre os organizadores e os candidatos.
No âmbito estadual, Haddad foi indagado sobre a reta final de sua campanha ao governo paulista e as estratégias para avançar ao segundo turno contra o atual governador, Tarcísio de Freitas, do Republicanos. O petista afirmou ter apresentado ao eleitor uma “radiografia” completa das principais áreas do Estado, incluindo saúde, educação, finanças e transporte. Para ele, é fundamental que o eleitorado compare esses diagnósticos divulgados nos debates e sabatinas com os resultados práticos observados no dia a dia de São Paulo.
Por fim, Haddad ressaltou que, mesmo com o trabalho intenso nos últimos dias – quando a agenda costuma ficar mais apertada –, os eleitores ainda têm tempo para verificar e confrontar os números apresentados pelos candidatos. Ele apontou que a comparação objetiva entre a São Paulo desejada e o governo atual é essencial para a escolha. Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira indica que Tarcísio de Freitas alcança 56% dos votos válidos no primeiro turno, enquanto Haddad somaria 37%.






