Governo federal anuncia medidas do PBIA: supercomputadores, nuvem nacional e parceria com a China

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Brasil inaugura era da IA com supercomputadores e Nuvem Nacional (Foto: Instagram)

Nesta quinta-feira (20), o governo federal lançou um pacote de novas ações do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que prevê a aquisição de dois supercomputadores, a formação de profissionais em IA e a criação de uma nuvem nacional para armazenar dados. O plano também inclui uma cooperação com a China para desenvolver modelos de linguagem em português e programas de capacitação técnica.

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De acordo com o governo, o objetivo central é reduzir a dependência tecnológica do Brasil em relação a países estrangeiros e fortalecer a capacidade de processamento nacional para pesquisas científicas e para o setor produtivo. O pacote totaliza pouco mais de R$ 2,3 bilhões e reforça discursos presidenciais sobre a necessidade de autonomia em tecnologia.

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O edital de compra do primeiro supercomputador destina R$ 1 bilhão para adquirir uma máquina com 7,2 mil petaflops, que entra na lista das dez mais potentes do mundo em IA. Instalado no Rio Grande do Norte – onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve nesta quinta-feira –, o equipamento se beneficiará da oferta energética local. Um comitê de governança definirá os critérios para seleção de projetos de universidades, setor público e empresas.

O anúncio também estabelece a implantação da “Nuvem Brasileira”, voltada ao armazenamento de dados em software nacional. Em parceria público-privada, o projeto começa com uma escuta ao mercado para avaliar a indústria local. A coordenação ficará a cargo do Ministério da Gestão e Inovação, em conjunto com o BNDES e a ABDI. Hoje, o País já possui uma Nuvem de Governo, mas ela opera com tecnologia internacional; a nova solução será totalmente desenvolvida por empresas brasileiras.

Em outro eixo, o governo firmou acordo com as chinesas Huawei e iFlytek para instalar um segundo supercomputador no Rio de Janeiro a partir de julho de 2027. O investimento de R$ 1,2 bilhão ao longo de cinco anos visa criar um polo voltado ao desenvolvimento de IA em português e à qualificação de três mil profissionais. O Brasil também se diz aberto a novas parcerias, especialmente na América Latina.

Entre as demais iniciativas, consta o incentivo à produção de chips “RISC-V” de arquitetura aberta, em cooperação com a Espanha e aportes de R$ 125 milhões em quatro anos. Haverá ainda a criação de um Centro Nacional de Transparência Algorítmica e IA Confiável na UFMG, com investimento de R$ 50 milhões em dois anos, dedicado a pesquisas e à definição de melhores práticas para o uso seguro da inteligência artificial, sem atuar sobre grandes plataformas.