GFSEC inicia ofensiva para combater distorções no setor de aço e mira a China

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Representante do GFSEC em pronunciamento sobre distorções no mercado siderúrgico (Foto: Instagram)

O Fórum Global sobre Excesso de Capacidade no Setor de Aço (GFSEC) anunciou uma ofensiva para enfrentar distorções no mercado siderúrgico mundial, com foco nas práticas adotadas pela China. A iniciativa propõe um pacote de ações que restrinja subsídios, concessões fiscais e financiamentos a juros abaixo do mercado, buscando equilibrar a concorrência e proteger empresas e trabalhadores do setor em diferentes regiões.

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O GFSEC avalia que as políticas de apoio estatal na China vêm ampliando a capacidade produtiva de aço de forma artificial, pressionando preços globais e afetando a sustentabilidade de siderúrgicas em outros países. Por isso, o fórum defende uma ação conjunta de nações interessadas em comércio justo, de modo a neutralizar práticas que não sejam orientadas pelo mercado e restabelecer condições equilibradas para todos os participantes.

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Em seu comunicado, o GFSEC detalha que “subsídios e outras medidas de apoio distorcem o mercado, deprimem condições comerciais, perturbam cadeias de suprimentos e prejudicam empresas e trabalhadores em escala global”. O texto ressalta que, na China, a empresa siderúrgica típica recebe atualmente subsídios – incluindo subvenções diretas, incentivos fiscais e empréstimos subsidiados – cujo valor relativo aos ativos é cerca de 15 vezes maior do que o observado em empresas semelhantes de outras regiões. Ainda segundo o documento, a taxa de subsídios ao setor na China quase dobrou desde 2019.

O embaixador americano Jamieson Greer destacou o renascimento da indústria siderúrgica dos EUA sob a gestão do ex-presidente Donald Trump, estimulada por tarifas, acordos comerciais, benefícios fiscais e políticas energéticas mais favoráveis. “Se parceiros com visões semelhantes adotarem políticas análogas, poderão responsabilizar os países que contribuem para o excesso de capacidade global na produção de aço. Os Estados Unidos esperam colaborar com outros membros do GFSEC na implementação do Marco de Milwaukee, adotando medidas eficazes para restabelecer condições de competição equitativas em nível mundial.”

Entre as ações acordadas pelos membros do GFSEC estão a coleta e o intercâmbio de informações sobre práticas não orientadas pelo mercado que prejudiquem o setor siderúrgico, além da identificação e coordenação de medidas capazes de conter tais distorções. O grupo enfatiza a necessidade de monitoramento contínuo dessas práticas.

O GFSEC reforça que somente uma resposta coordenada e transparente poderá garantir um ambiente competitivo justo e sustentável para produtores e trabalhadores da indústria de aço. A organização conclama países comprometidos com o comércio livre e justo a fortalecerem o diálogo e a adotarem políticas similares para enfrentar o excesso de capacidade global.