
Panorama de empreendimentos comerciais na carteira do TRXF11, que mira captação recorde de até R$ 10 bilhões em nova emissão (Foto: Instagram)
Na noite de quarta-feira, 5 de agosto de 2026, o fundo TRX Real Estate (TRXF11) anunciou a oferta mais volumosa já registrada no segmento de fundos imobiliários, com meta de captar até R$ 10 bilhões em sua 13ª emissão de cotas.
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A oferta inicial compreende 53 milhões de cotas a R$ 94,25 cada, totalizando R$ 5 bilhões, valor que pode ser ampliado em até 100% conforme a demanda. A operação é coordenada pelo BTG Pactual e direcionada exclusivamente a investidores profissionais com aplicação mínima de R$ 10 milhões.
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Criado em 2019 pela gestora TRX, o TRXF11 investe em imóveis comerciais, como shopping centers, edifícios de escritórios e galpões logísticos, gerando receita a partir de aluguéis. Até o momento, formou um patrimônio líquido de cerca de R$ 6 bilhões e detém 115 propriedades, mantendo 331 mil cotistas que movimentam em média R$ 16 milhões por dia na negociação de cotas na bolsa.
Nos últimos meses, o fundo adquiriu três galpões logísticos em Guarulhos (SP) por R$ 1,4 bilhão e comprou um complexo médico no Parque Global, que terá o Hospital Albert Einstein como inquilino, marcando sua estreia no setor de saúde. Os recursos levantados na nova emissão financiarão essas aquisições e futuras operações, incluindo transações do tipo sale and leaseback, em que o antigo proprietário permanece como locatário.
Nesta quarta-feira, o TRXF11 firmou um memorando de entendimento com a Cyrela para adquirir cinco ativos por R$ 2,13 bilhões, entre eles o Edifício Cyrela Corporate, na Rua Oscar Freire, já alugado ao Nubank por dez anos, e quatro galpões – dois na região metropolitana de São Paulo, um no Rio de Janeiro e outro em Extrema (MG). Serão constituídos dois fundos imobiliários distintos, um para o edifício de escritórios e outro para os imóveis logísticos, com o TRXF11 como investidor âncora e gestão a cargo da Cy Capital.
A Cyrela receberá metade do pagamento em dinheiro e o restante em cotas do TRXF11. O memorando não é vinculante e segue sujeito a condições precedentes. Além disso, o fundo assinou acordo com a Log Commercial Properties, da família Menin, para comprar o complexo Log Recife II por R$ 210 milhões, sendo 65% em espécie e 35% em cotas.
Segundo a gestora, essas operações reforçam a estratégia do TRXF11 de concentrar investimentos em ativos fundamentais para a economia brasileira, priorizando empreendimentos com alta qualidade construtiva, localização estratégica e potencial de geração de valor no longo prazo, o que pode consolidar o fundo como o maior do setor.





