Fratura de Gisele Bündchen reacende debate sobre saúde óssea feminina

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A fratura no pé sofrida por Gisele Bündchen chamou atenção depois que a modelo foi fotografada em Miami, nos Estados Unidos, usando muletas e uma bota ortopédica. O episódio levantou dúvidas sobre a recuperação da brasileira e também abriu espaço para uma discussão sobre a saúde óssea feminina. Especialistas ouvidos pela coluna Fábia Oliveira explicam os cuidados necessários após uma fratura e ressaltam a importância de preservar músculos e ossos, especialmente com a aproximação da menopausa.

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Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, a lesão teria impedido Gisele de voltar às passarelas da Victoria’s Secret no desfile realizado em 18 de outubro. A modelo participou do evento por meio de vídeos gravados anteriormente. Até o momento, ela não revelou detalhes sobre a fratura, o osso atingido ou o tratamento realizado.

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O ortopedista Danilo Mizusaki, que trabalha com medicina regenerativa, explicou à coluna que a recuperação depende das características específicas de cada lesão. O diagnóstico é fundamental para determinar a necessidade de imobilização e o tempo necessário para a cicatrização.

“A recuperação deve considerar o diagnóstico específico, já que voltar a caminhar ou praticar exercícios antes da liberação médica pode prolongar o processo de cicatrização”, alertou.

ATENÇÃO À SAÚDE ÓSSEA FEMININA

O episódio também chama atenção para a importância dos cuidados com a saúde óssea ao longo da vida. Depois dos 40 anos, preservar músculos e ossos se torna uma preocupação ainda maior, especialmente com a aproximação da menopausa. A redução do estrogênio durante essa transição hormonal pode acelerar a perda de densidade mineral óssea e elevar o risco de osteopenia e osteoporose. Isso, porém, não significa que toda fratura nessa faixa etária esteja relacionada a essas condições.

A médica Gabriela Rossmam, especialista em Clínica Médica com pós-graduação em Nutrologia, ressalta que preservar a massa muscular também deve fazer parte dos cuidados com o envelhecimento. Segundo ela, o emagrecimento não deve ser avaliado apenas pelo número indicado na balança.

“Não basta perder quilos rapidamente. Precisamos observar de onde vem essa perda. Quando a mulher emagrece sacrificando massa muscular, pode comprometer a força, a funcionalidade e o controle metabólico. O tratamento deve priorizar a redução de gordura corporal quando necessária, mas também a preservação dos músculos”, orientou.

O fortalecimento muscular ajuda no equilíbrio, na estabilidade das articulações e na prevenção de quedas. Já os exercícios com sustentação de peso e resistência, quando adequados às condições individuais, contribuem para preservar a densidade óssea. A alimentação também é importante, com ingestão suficiente de cálcio e proteínas e manutenção de níveis adequados de vitamina D.

A endocrinologista Patrícia Gracitelli, que trabalha com medicina do estilo de vida e saúde metabólica, reforça que a prevenção depende de uma rotina equilibrada, e não apenas da alimentação.

“Muitas pessoas acreditam que cuidar do metabolismo significa apenas reduzir calorias. Mas o sono, o estresse e a atividade física também fazem parte desse processo. Dormir pouco pode aumentar a fome e dificultar escolhas alimentares equilibradas. Por isso, precisamos olhar para a rotina de maneira integral”, explicou.

Segundo os especialistas, mulheres com histórico de fraturas após pequenos traumas, menopausa precoce, uso prolongado de corticoides ou antecedentes familiares de osteoporose devem conversar com seus médicos sobre a necessidade de investigação. A densitometria óssea, exame que mede a densidade mineral dos ossos, costuma ser recomendada rotineiramente a partir dos 65 anos, mas pode ser indicada antes quando há fatores de risco.

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