Explosão de botijão de gás interdita quase um quarteirão em São Paulo

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Bombeiros inspecionam destroços de residência parcialmente desabada após explosão de botijão de gás no Jaraguá, zona norte de São Paulo. (Foto: Instagram)

Uma forte explosão de um botijão de gás na madrugada deste domingo (23) causou grandes danos no bairro Jaraguá, na zona norte de São Paulo. O estrondo, por volta das 4h, atingiu diretamente uma casa de três pavimentos, provocando o desabamento parcial de sua estrutura. Moradores relataram um barulho ensurdecedor seguido de poeira e destroços que se espalharam pelas ruas. Equipes de emergência foram acionadas imediatamente para conter eventuais riscos à população.

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A Defesa Civil identificou avarias em 13 imóveis no entorno da explosão, todos interditados por apresentarem instabilidade estrutural. Entre essas construções está a residência atingida, localizada na Rua Anan Moreira dos Santos Mattos, e outras 12 casas que ficaram comprometidas. As interdições alcançaram quase um quarteirão e foram tomadas para evitar novos acidentes. Técnicos permanecem no local para avaliar a necessidade de reforço em contenções.

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Três pessoas ficaram feridas pela explosão, sendo duas atendidas por vizinhos e liberadas sem necessidade de socorro hospitalar. A terceira vítima apresentava sintomas de inalação de fumaça e cortes causados por estilhaços, tendo recebido atendimento do Corpo de Bombeiros no local. Em seguida, ela foi encaminhada ao Pronto-Socorro do Hospital Penteado para exames de maior complexidade. Não há, até o momento, informações sobre o estado de saúde a longo prazo dos envolvidos.

O Corpo de Bombeiros deslocou 11 viaturas para conter possíveis focos de incêndio e resgatar feridos, enquanto a Polícia Civil contou com equipes de peritos para investigar as circunstâncias da explosão. Os agentes coletaram amostras e registraram imagens do local para análise posterior, buscando identificar responsabilidades e checar se houve falha no armazenamento do gás. O trabalho conjunto visou isolar a área e garantir a segurança de profissionais e curiosos.

Ao todo, 32 famílias foram desalojadas após as interdições e receberam apoio da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social. Todas foram encaminhadas para abrigos provisórios ou acolhidas em casas de parentes próximos, recebendo kits de higiene, alimentação e suporte psicológico. Voluntários de ONGs locais e a própria prefeitura mantêm contato diário com as famílias para acompanhamento das necessidades emergenciais.

As avaliações estruturais continuam nesta segunda-feira (24), com a Defesa Civil monitorando a região afetada e orientando os moradores sobre riscos futuros. Há previsão de novas vistorias nos próximos dias para definir prazos de liberação ou demolição de edificações comprometidas. Enquanto isso, equipes de engenharia trabalham em um laudo detalhado para orientar eventuais reparos e garantir a segurança de todos na área.