
Comerciante de souvenirs exibe mini-bandeiras durante impasse diplomático Brasil-EUA (Foto: Instagram)
Na terça-feira, 4, o Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou um comunicado detalhando as razões que motivaram Washington a cancelar o visto de Maria Luiza Ribeiro Viotti, embaixadora do Brasil no país. A nota oficial ressaltou que a decisão se baseia em princípios de reciprocidade nas relações diplomáticas e destacou a importância da simetria no tratamento entre nações. Segundo o texto, todas as oportunidades foram oferecidas para resolver o impasse antes de adotar a medida.
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“Nos comunicamos continuamente com o governo brasileiro durante semanas e demos ao governo brasileiro todas as oportunidades para fazer a coisa certa. Ainda assim, eles continuaram adiando e criando obstáculos”, afirma trecho da nota enviada pelo Departamento de Estado. O texto ressalta que iniciativa e cooperação foram requisitadas diversas vezes, sem que houvesse progresso na concessão dos documentos necessários.
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De acordo com o Departamento de Estado, a revogação do visto foi uma resposta direta à demora do governo brasileiro em conceder o agrément para Daniel Perez, nomeado pelos EUA para chefiar sua embaixada em Brasília. O agrément é o aval diplomático imprescindível para que um embaixador estrangeiro assuma oficialmente suas funções no país de destino.
O órgão americano enfatizou que a decisão não caracteriza uma expulsão da embaixadora e que outras medidas ainda estão sendo avaliadas. “Esta é uma ação recíproca. Se a embaixadora deixar o país, ela precisará solicitar novamente um visto”, acrescenta a nota, deixando em aberto possíveis próximos passos diplomáticos caso o impasse persista.
A nota final lembra que o presidente Donald Trump detém a prerrogativa de escolher quem representa os Estados Unidos no exterior e relaciona a revogação ao conceito de “America First”. A medida reforça a necessidade de tratamento equivalente entre as missões diplomáticas de ambos os países e aponta para uma reconfiguração das regras de intercâmbio de embaixadores, enquanto autoridades de Brasília ainda avaliam como responderão à iniciativa.






