Estoques de mísseis Patriot dos EUA na Europa atingem nível ‘crítico’, afirma oficial

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Soldados dos EUA inspecionam lançadores do sistema Patriot na Europa (Foto: Instagram)

As Forças Armadas dos EUA enfrentam uma escassez “mais do que crítica” de interceptores Patriot na Europa, em grande parte provocada pela guerra contra o Irã ordenada por Donald Trump, segundo um oficial de defesa americano na Europa e um representante da Otan à Associated Press. Esses mísseis são fundamentais para abater projéteis balísticos russos de alta velocidade.

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O baixo estoque de Patriots compromete a capacidade de resposta diante de um ataque de mísseis balísticos russos a alvos estratégicos, como quartéis ou usinas de energia. O cenário poderia assemelhar-se ao da Ucrânia, onde a falta desses interceptores deixa as defesas suscetíveis a “golpe após golpe”, conforme alertou o oficial americano.

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Desde o início do conflito com o Irã, há seis meses, grande parte dos interceptores americanos foi enviada ao Oriente Médio para conter drones e mísseis iranianos. A utilização intensa desses sistemas reduziu drasticamente os estoques na Europa, expondo lacunas na cadeia de suprimentos dos EUA e deixando as defesas europeias vulneráveis.

Embora não haja indicação de um ataque iminente da Rússia contra países da Otan, o diretor da CIA, John Ratcliffe, viajou a Moscou para advertir Vladimir Putin sobre os riscos de uma ofensiva, segundo o The Wall Street Journal. Ao ser questionado por jornalistas, o presidente Trump limitou-se a afirmar que “eles não vão atacar”, sem detalhar o conteúdo da mensagem.

Autoridades da Otan estimam que a Rússia possa estar pronta para lançar um ataque de mísseis balísticos até 2030, prazo em que se espera restabelecer os estoques de Patriots. Nesse ínterim, o envolvimento de Moscou na guerra contra a Ucrânia pode reduzir a capacidade russa de manter uma ofensiva aérea em duas frentes.

O coronel Martin O’Donnell, porta-voz militar sênior da Otan, contestou que o número de mísseis Patriot na Europa esteja abaixo de um nível crítico, assegurando que a aliança dispõe de munição suficiente para seus membros e para apoiar Kiev. No mesmo dia, Sean Parnell, porta-voz do Pentágono, classificou como “falsas” as alegações de escassez e garantiu um arsenal amplo e pronto para ação.

Apesar dessas afirmações, o governo ucraniano continua a pressionar por mais Patriots, apontados como a única defesa eficaz contra mísseis balísticos russos. Desde 2022, os EUA enviaram cerca de 600 interceptores ao país. Segundo Mark Cancian, do CSIS, entretanto, 65% dos Patriots americanos foram consumidos no conflito com o Irã.

Em busca de alternativas, alguns países europeus avaliam sistemas como o SAMP/T NG, desenvolvido pela França e Itália, embora ainda não testado em combate. Especialistas também alertam para as limitações logísticas de plataformas navais e ressaltam que as próprias restrições operacionais impostas à Rússia podem ser a melhor defesa aérea para a Europa, conforme observou Ed Arnold, do Royal United Services Institute.