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sábado, julho 13, 2024
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    Obesidade e sobrepeso afetam mais da metade dos adultos no Brasil

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    A data de 4 de março é sinalizada pelo Dia Mundial da Obesidade, e os números sobre a doença crônica no mundo são alarmantes, mais de 1 bilhão de pessoas no mundo estão obesas, sendo 650 milhões de adultos, 340 milhões de adolescentes e 39 milhões de crianças. E, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os números continuam aumentando, com estimativa de que, até 2025, sejam aproximadamente 167 milhões de pessoas –adultos e crianças– menos saudáveis por estarem acima do peso ou obesas.

    A Dra. Elaine Dias JK, PhD em endocrinologia pela USP, ressalta que mais da metade dos adultos no Brasil (60,3%) apresentam excesso de peso, o que representa 96 milhões de pessoas, sendo que o sexo feminino contabiliza 62,6%, e o masculino soma 57,5%, conforme dados da Pesquisa Nacional de Saúde.

    Obesidade é uma doença crônica, multifatorial e complexa. Existem diversos fatores relacionados ao sobrepeso e, por isso, é fundamental que o paciente faça uma avaliação médica, embasada em exames laboratoriais. “A obesidade é uma patologia e infelizmente a maioria das pessoas sofrem ou já sofreram com preconceito, passaram por situações humilhantes no trabalho, na academia, dentro de casa, na loja de roupas e até em consultórios médicos, muito por conta da falta de informação e conscientização da população”, indaga a médica especialista em emagrecimento saudável.

    A endocrinologista ressalta que, além da genética, estão a ansiedade e a compulsão alimentar entre os principais gatilhos para gordura excedente no organismo. “Nas minhas consultas, os pacientes buscam muito a qualidade de vida e autoaceitação. Foi assim que percebi a necessidade de aliar tratamentos endocrinológicos com acompanhamento nutricional, psicológico e tecnologias que tratam proporcionam bem-estar. O importante não é quanto se emagrece, mas como o paciente se sente e os impactos na sua saúde”, comenta a Dra. Elaine.

    A médica explica que a obesidade reflete na maioria dos sistemas do corpo: coração, fígado, rins, articulações e sistema reprodutivo. “Acarretando uma série de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, hipertensão, acidente vascular cerebral e várias formas de câncer, bem como problemas de saúde mental”, finaliza a Dra. Elaine.

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