Escola suspende quatro alunos que criaram ‘lista das mais estupráveis’

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Estudantes exibem máscaras de acusados de violência durante polêmica em colégio baiano (Foto: Instagram)

Quatro estudantes de um colégio particular de Feira de Santana, na Bahia, foram suspensos após denúncias de que teriam elaborado uma lista classificando alunas como “mais estupráveis”. A direção da instituição nega a existência do documento, mas o caso segue sob investigação da Polícia Civil. Há relatos de uso de máscaras com imagens de homens envolvidos em crimes contra mulheres e de comentários que fazem apologia à violência sexual. A situação desencadeou protestos no ambiente escolar e gerou apreensão entre pais e mães de estudantes.

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Segundo relatos, o episódio aconteceu durante uma atividade em sala de aula no Colégio Anísio Teixeira. Cinco alunos teriam usado máscaras estampando rostos de pessoas acusadas de crimes de violência contra mulheres, como o ex-goleiro Bruno, o ex-jogador Daniel Alves e Lázaro Barbosa. Comentários em tom jocoso sugeriam que as vítimas deveriam ser estupradas antes de serem assassinadas, e posteriormente a tal lista com nomes de alunas de diferentes turmas teria vindo a público.

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Até o momento, não há confirmação oficial sobre a existência efetiva do documento, nem sobre quantas meninas tiveram seus nomes citados ou quem participou da elaboração. A direção da escola afirma que não encontrou qualquer lista impressa ou digital. Ainda assim, a repercussão nas redes sociais levou a Polícia Civil da Bahia a abrir procedimento na Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI) de Feira de Santana.

Na sexta-feira (09), um grupo de alunos realizou protesto em frente ao colégio cobrando ações concretas e mais respeito às estudantes. Pais e mães demonstraram preocupação com a segurança dos filhos. Em entrevista à TV Subaé, uma mãe declarou que o caso “soa como um aviso” e mostrou receio de que atitudes ainda mais graves possam acontecer.

Em nota oficial, o Colégio Anísio Teixeira informou que acompanha de perto todos os relatos e está adotando medidas pedagógicas, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A instituição também comunicou que oferecerá acompanhamento psicológico às alunas mencionadas e promoverá ações educativas para conscientizar sobre a importância de combater a violência contra a mulher.

A Polícia Civil confirma que diligências estão em andamento e que depoimentos de envolvidos e testemunhas estão sendo colhidos para elucidar as circunstâncias dos fatos. O inquérito busca apurar a possível incitação a crimes e apologia à violência, com base nos depoimentos e provas apresentadas até o momento.