
Flávio Bolsonaro em evento de campanha em Brasília (Foto: Instagram)
A equipe de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, considera reduzir o prazo de implantação da reforma tributária como forma de acelerar o corte de subsídios e benefícios fiscais. A proposta inclui encurtar a fase de adaptação para diminuir incentivos concedidos a Estados e municípios por meio do ICMS e do ISS, segundo apurou o Broadcast Político.
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Fontes próximas ao candidato apontam que o texto aprovado prevê R$ 500 bilhões em subsídios a diversos setores e até R$ 1 trilhão para novos fundos de compensação e desenvolvimento regional. O cronograma atual estabelece a substituição gradual dos tributos vigentes pela Contribuição sobre Bens e Serviços e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) até 2033.
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Para debater possíveis ajustes, o projeto de campanha montou um grupo de estudo liderado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN). A meta é apresentar propostas de alterações no primeiro semestre de 2027, caso Flávio Bolsonaro assuma a Presidência. Entre as possibilidades, está a revisão dos setores que receberão alívio na carga tributária, mas ainda não há definição sobre quais segmentos seriam mantidos ou excluídos das exceções.
O programa de governo de Flávio critica a alíquota projetada para o IVA, estimada em cerca de 30%, bem acima da média de 19% na OCDE e ainda maior do que a de vários vizinhos. “A reforma tributária aprovada pela atual gestão foi entregue ao sabor dos lobbies”, afirma o documento divulgado na semana passada, argumentando que o Brasil corre o risco de ter um dos maiores IVAs do mundo.
Na última quinta-feira (18), durante evento em Brasília, Rogério Marinho mencionou estudos do Instituto Fiscal Independente (IFI) que indicam que, sem os subsídios, o IVA ficaria próximo de 21%. Esse cálculo reforça o debate sobre a necessidade de reduzir benefícios e ajustar alíquotas. Ao mesmo tempo, a equipe de Flávio modula o tom das críticas à reforma, trocando o discurso de suspensão por uma abordagem de “revisão e redimensionamento”.
Em junho, o próprio Flávio Bolsonaro chegou a defender a suspensão da reforma por pelo menos um ano para permitir uma revisão completa das regras e a diminuição da carga tributária. No entanto, tanto ele quanto seus aliados passaram a enfatizar que não se trata de paralisação total, mas de correção de distorções. “No primeiro dia de governo, nos debruçaremos sobre a reforma. Não é para paralisar; é para corrigir. Faremos isso em seis meses”, declarou Marinho.






