
Ministério faz varredura no CadÚnico do Bolsa Família a partir de novembro de 2026 (Foto: Instagram)
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome anunciou que realizará, a partir de novembro de 2026, uma ampla revisão no Bolsa Família. A varredura no Cadastro Único (CadÚnico) visa identificar inconsistências e cortar auxílios pagos irregularmente. Para tanto, serão cruzados dados da base do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e da Receita Federal, visando detectar beneficiários cuja renda per capita ou patrimônio estejam fora dos limites permitidos pelo programa. Famílias devem atualizar suas informações no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) até setembro para evitar bloqueios.
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A fiscalização integra uma auditoria permanente que também contará com a integração do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O cruzamento automatizado entre CadÚnico, Receita Federal, INSS e o banco de dados do TSE buscará identificar divergências nos valores declarados no CadÚnico em comparação com registros de trabalho formal (CTPS) e benefícios previdenciários. Caso sejam encontradas inconsistências, os pagamentos via aplicativo Caixa Tem podem ser suspensos já em novembro deste ano.
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Um ponto crítico na fiscalização será o cruzamento com o TSE para verificar cadastros de beneficiários que registraram candidaturas políticas nas eleições de 2026. Aqueles que declararam bens ou patrimônios incompatíveis com os critérios de pobreza ou extrema pobreza poderão ter o benefício suspenso preventivamente, até que regularizem sua situação junto à Justiça Eleitoral e ao CadÚnico. O objetivo é garantir que somente famílias que atendam aos critérios legais continuem recebendo o auxílio.
O limite de renda per capita para continuidade no programa permanece em R$ 218 por membro da família. Porém, em caso de aumento de renda decorrente de emprego formal, há a chamada Regra de Proteção. Nessa modalidade, o beneficiário mantém 50% do valor original do benefício por até dois anos, desde que o rendimento não ultrapasse meio salário mínimo (R$ 810,50 em 2026). Somente cadastros que ultrapassarem esse teto serão totalmente desligados.
As suspensões totais também atingirão famílias que não atualizarem seus cadastros no CadÚnico por mais de 24 meses. Segundo o Ministério, a medida servirá para garantir a regularidade do programa e evitar fraudes. Quem tiver o benefício bloqueado precisará procurar o CRAS para regularizações, sob pena de perda definitiva do direito ao Bolsa Família caso não comprove as novas condições de elegibilidade.
Para não correr o risco de ter o benefício interrompido ainda em 2026, o Ministério recomenda: 1) atualizar o CadÚnico no CRAS até o fim de setembro em caso de alteração de endereço, renda ou composição familiar; 2) conferir as notificações de “Averiguação Cadastral” nos aplicativos Bolsa Família e Caixa Tem; 3) regularizar a situação dos CPFs junto à Receita Federal; e 4) solicitar o desligamento voluntário pelo app se a renda ultrapassar o limite, assegurando o “Retorno Garantido” em até 36 meses.






