
Douglas Ruas é oficializado governador eleito do Rio de Janeiro (Foto: Instagram)
O policial civil e deputado estadual Douglas Ruas (PL) está prestes a ser oficializado como governador eleito do Rio de Janeiro após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que anulou os votos de Anthony Garotinho (Republicanos) no primeiro turno. Com mais de 50% dos votos válidos, Ruas superaria o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) já na primeira votação, assegurando a vitória sem necessidade de segundo turno.
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Natural de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, Ruas tem 37 anos, é casado e pai de um filho. Filiado ao Partido Liberal (PL), o mesmo de Cláudio Castro — que deixou o governo em março de 2026 para concorrer ao Senado e tornou-se inelegível por abuso de poder em 2022 —, Douglas é filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson Ruas.
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Formado em Direito e pós-graduado em Gestão Pública, ele iniciou na Polícia Civil como inspetor, atuando na 81ª Delegacia de Itaipu e em unidades de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá. Após a carreira policial, ingressou na administração pública de São Gonçalo como subsecretário de Trabalho, superintendente regional do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e secretário de Gestão Integrada e Projetos Especiais na gestão do pai.
Nas eleições de 2022, Ruas conquistou 175.977 votos para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), a segunda maior votação do estado. No mandato, defendeu pautas de defesa do consumidor, valorização da segurança pública e desenvolvimento regional. Em setembro de 2023, foi convidado pelo então governador Cláudio Castro para assumir a Secretaria das Cidades, coordenando investimentos em infraestrutura urbana em várias regiões do estado.
Em março de 2026, foi indicado como pré-candidato do PL ao governo do Rio e precisou deixar a secretaria, retornando à Alerj. O cenário político se complicou com a renúncia de Castro para disputar o Senado, a condenação por abuso de poder econômico e a saída de Thiago Pampolha para o Tribunal de Contas do Estado. A eleição interna na Alerj para presidente da Casa, que envolveu Rodrigo Bacellar, também teve impasses judiciais até decisão do STF sobre a sucessão estadual.
Ruas declarou patrimônio de R$ 1,47 milhão em 2026 e apresentou oito projetos de lei na Alerj, sem temas polêmicos. Entre as propostas para o governo, destacou investimentos na segurança pública, retomada de territórios dominados por facções e milícias e criação do programa Escudo Fluminense, com uso de reconhecimento facial, leitura de placas, drones e operações integradas para combater o crime e a lavagem de dinheiro.
Ele é alvo de inquérito sigiloso no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro por suspeita de crescimento abrupto de patrimônio em duas empresas ligadas a ele — Saur Construção, Terraplanagem e Locação e DM Invest Consultoria e Participações. O Ministério Público investiga organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações. Ruas classifica as denúncias como ataques políticos e afirma que as apurações serão arquivadas em breve.






