Dólar recua após dados do IPCA e ata do Copom sem sinalizar próximos passos

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Dólar recua com sinais mistos de inflação e Copom (Foto: Instagram)

O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (11) em baixa, reagindo às surpresas trazidas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho e à ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que não indicou claramente os próximos passos da política de juros.

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Na primeira hora de negociação, o dólar à vista buscava se firmar em torno de R$ 5,10, com viés de queda, após o IPCA de julho registrar alta de 0,07%. Esse resultado ficou acima da mediana de 0,03% estimada pelo mercado, segundo o Projeções Broadcast, mas o acumulado em 12 meses desacelerou de 4,64% para 4,44%, reforçando a percepção de ritmo moderado da inflação.

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O desempenho surpreendeu investidores ao mostrar que o IPCA de julho deve manter o Banco Central confortável para prosseguir com o atual ciclo de alta de juros, mas sem pressa em novos ajustes. O recuo da moeda americana ocorre num cenário em que dados domésticos e movimentos externos seguem dividindo a atenção dos participantes do mercado.

A ata do Copom, divulgada na manhã desta terça, destacou que “a magnitude do ciclo será ajustada à luz da evolução do cenário”, mas não forneceu sinal firme sobre qual será a próxima decisão de política monetária. Analistas avaliam que essa indefinição tende a limitar oscilações bruscas no câmbio até que surjam novos indicadores relevantes.

Para o economista-sênior da Tendências, Silvio Campos Neto, a indefinição da ata reforça a dependência das próximas decisões à chegada de informações adicionais. “A ata do Copom não trouxe nenhum sinal firme sobre a próxima decisão, que permanece na dependência das novas informações a serem incorporadas”, afirmou ele em seu comentário matinal, ressaltando também a influência da conjuntura externa.

Às 10h07, o dólar à vista renovou baixa de R$ 5,0989, recuando 0,23%, após ter atingido máxima intradiária de R$ 5,1120. No mercado futuro, o contrato de setembro era negociado a R$ 5,123, queda de 0,18%, próximo à mínima da sessão, de R$ 5,122, e longe da máxima de R$ 5,135.