
Pilhas de moedas ilustram a escalada do dólar (Foto: Instagram)
O dólar atingiu seu maior patamar em 18 meses nesta quinta-feira (1º), pressionado pelo aumento nos preços do petróleo e pela perspectiva de aperto monetário mais intenso por parte do Federal Reserve (Fed). O movimento reflete um cenário global de incertezas, especialmente na Europa, onde preocupações fiscais e energéticas seguem em pauta.
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Acompanhando a alta do petróleo, motivada pela falta de avanços em um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio, o índice DXY — que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes — subiu 0,64%, chegando a 102,099 pontos. No mesmo dia, o euro e a libra recuaram sob o peso de dados econômicos e dúvidas sobre a trajetória de juros globais.
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Por volta das 17h (horário de Brasília), o dólar era cotado a 158,07 ienes, enquanto o euro caía para US$ 1,1246 e a libra esterlina para US$ 1,3200. “A dinâmica dos rendimentos de longo prazo nos EUA é o principal motor, e o diferencial entre títulos alemães e franceses não é suficiente para sustentar o interesse pelo euro”, explica Ipek Ozkardeskaya, analista sênior da Swissquote.
A França comunicou que seu déficit orçamentário deve ultrapassar os limites estabelecidos pela União Europeia e que a dívida pública alcançará quase 122% do PIB, um novo recorde. Mesmo com proposta de cortes de 54 bilhões de euros, Paris não projeta equilíbrio fiscal no próximo ano. Segundo o Rabobank, esse quadro, combinado aos baixos estoques de gás no continente, altos custos de energia, concorrência da China, fragilidade do governo alemão e risco de ataques híbridos da Rússia, torna o euro mais vulnerável.
No âmbito do Fed, o vice-presidente Philip Jefferson afirmou que há espaço para focar no combate à inflação em razão de a economia americana estar “muito próxima” do pleno emprego. A presidente do Fed de Boston, Susan Collins, reforçou que o mercado de trabalho já opera num nível próximo ao de pleno emprego e que, diante da inflação ainda elevada, a prioridade segue sendo levar os preços de volta à meta de 2%.
Com esses fatores, o dólar segue em alta diante da busca por segurança em ativos americanos. Analistas apontam que a combinação de tensão no Oriente Médio, cenário fiscal europeu e sinais de endurecimento monetário pelo Fed continuará sustentando o movimento de valorização da moeda dos EUA.






