
Alta nos juros futuros reflete dólar, petróleo e Tesouro dos EUA (Foto: Instagram)
Na manhã desta segunda-feira (28), os juros futuros registram leve alta em toda a curva, em sintonia com o avanço do dólar e do petróleo, que elevam as preocupações com a inflação, e com o aumento dos rendimentos dos Treasuries, em meio a expectativas de novas elevações de juros pelo Federal Reserve. No horizonte, seguem no foco as pesquisas eleitorais e as repercussões do anúncio do fim das bets, divulgado na sexta-feira, dia 25.
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Por volta das 9h10, o DI para janeiro de 2027 atingia 13,570%, acima dos 13,548% registrados no ajuste anterior. Já o contrato para janeiro de 2029 avançava para 13,875%, contra 13,814% na sexta-feira, e o de janeiro de 2031 subia para 13,990%, ante 13,934% no pregão anterior.
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O movimento reflete também a alta das taxas do Tesouro dos Estados Unidos, que respondem às apostas de que o banco central americano manterá uma postura mais dura contra a inflação. Com isso, aumenta a atratividade dos títulos internacionais e pressiona os ativos domésticos, especialmente os de renda fixa.
Além disso, a volatilidade no cenário político brasileiro ganha força com a divulgação de sondagens eleitorais, que podem influenciar a percepção de risco país e a demanda por papéis atrelados à Selic. O mercado também absorve os desdobramentos do comunicado sobre o encerramento das bets, medida que surpreendeu investidores ao encerrar posições antes esperadas.
Em meio a esse quadro, analistas reforçam que a curva de juros pode manter a inclinação, refletindo apreensão com fatores externos e internos. Como efeitos colaterais, operadores destacam que a disputa eleitoral e as incertezas globais tendem a manter a pressão sobre as taxas, condicionando decisões de aplicação no curto e longo prazos.






