
Portão da Cadeia Pública Dalton Crespo de Castro, em Campos dos Goytacazes, onde sete presos não retornaram após saída temporária (Foto: Instagram)
Sete presos não voltaram às unidades prisionais após a saída temporária concedida para o Dia dos Pais, fato que levanta preocupação entre autoridades de segurança em Campos dos Goytacazes. A situação reacende debates sobre o cumprimento dos benefícios legais oferecidos a reeducandos e os riscos envolvidos quando o prazo de retorno não é respeitado.
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Em todo o estado do Rio de Janeiro, 1.621 internos receberam autorização judicial para deixar temporariamente as unidades entre sexta-feira, 8, e quinta-feira, 14, período correspondente à Visita Periódica à Família (VPF). O prazo para reapresentação expirou em 14/08, mas sete detentos não retornaram dentro desse intervalo, configurando evasão do sistema.
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Dos 1.621 beneficiados, 183 estavam custodiados nas regiões Norte e Noroeste Fluminense. Entre eles, três cumpriam pena na Cadeia Pública Dalton Crespo de Castro, em Campos dos Goytacazes, e um em Itaperuna. O levantamento demonstra que, mesmo em áreas com menor concentração populacional, o índice de não retorno preocupa gestores penitenciários.
A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seppen) confirmou que os sete casos de não reapresentação ocorreram justamente na unidade de Campos, ressaltando que os internos agora constam como foragidos. Conforme a legislação, esses fugitivos estão sujeitos a sanções adicionais e à suspensão de benefícios.
A Seppen destaca que a saída temporária é um direito previsto em lei, concedido somente a presos que atendem a critérios rigorosos, como bom comportamento e cumprimento mínimo de pena. A decisão final cabe ao Poder Judiciário, que analisa o perfil de cada detento antes de autorizar a liberação temporária.
O número de presos que não retornaram nesta data é inferior ao observado no Dia das Mães, em maio, quando 17 internos fugiram durante o mesmo programa de saídas. A diferença reforça a importância de monitoramento e avaliação contínua dos impactos desse benefício na ressocialização e na segurança pública.






