
Acidente entre micro-ônibus da Saúde de Imbituva e carreta na BR-373 deixa 23 mortos (Foto: Instagram)
O jovem João Miguel, de 22 anos, relatou em detalhes como escapou do grave acidente entre um micro-ônibus e uma carreta na BR-373, no Paraná. Segundo ele, estava dormindo no momento da colisão e usava cinto de segurança, equipamento que foi fundamental para preservá-lo durante o impacto e evitar ferimentos mais sérios.
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O episódio ocorreu na madrugada de quarta-feira (19), no quilômetro 209 da rodovia, em Ipiranga, nos Campos Gerais. O micro-ônibus, pertencente à Secretaria de Saúde de Imbituva e voltado ao transporte de pacientes para hospitais da Grande Curitiba, colidiu de frente com uma carreta, resultando na morte de 23 pessoas, incluindo o motorista do caminhão.
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João Miguel contou que só percebeu a gravidade da situação quando acordou com o forte impacto. Ele afirmou que o cinto de segurança o manteve firme ao banco, evitando ser arremessado para frente e reduzindo danos que poderiam ter sido fatais. Seu relato chama atenção para a importância do uso desse dispositivo em veículos.
A Polícia Civil do Paraná conduz a investigação para determinar as causas exatas da batida. Peritos realizam exames no local, analisam imagens de câmeras de segurança e colhem depoimentos de sobreviventes e testemunhas. As apurações iniciais indicam que a carreta invadiu a pista contrária, mas a autoridade ainda busca comprovar essa hipótese.
O secretário de Segurança Pública do estado, coronel Hudson, ressaltou o valor dos sobreviventes no processo de elucidação: “Não buscamos respostas midiáticas; a verdade será revelada nas perícias e no trabalho da Justiça, com base nos depoimentos de quem esteve lá”, afirmou. Ele destacou que todos os envolvidos prestarão esclarecimentos às autoridades.
Enquanto a investigação segue em curso, toda a região vive um clima de luto. Familiares e amigos das vítimas realizam cerimônias fúnebres em diversas cidades do Paraná. Em termos de gravidade, a tragédia figura entre os acidentes mais letais registrados nas rodovias federais brasileiras em 2026, marcando profundamente a comunidade local.






