Corinthians hesita diante da proposta da Fatal Model e aguarda decisão da Esportes da Sorte

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Corinthians mantém cautela após proposta de R$ 120 mi da Fatal Model (Foto: Instagram)

O Corinthians encara com cautela a proposta de R$ 120 milhões feita pela agência de acompanhantes Fatal Model para ocupar o lugar de patrocinador máster do uniforme do time. A diretoria reconhece o valor atraente, mas ressalta a importância de manter um bom relacionamento com a Esportes da Sorte até que haja uma definição clara sobre a continuidade do contrato vigente.

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O veto à operação de casas de apostas, determinado pela Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25 de setembro, interrompeu automaticamente a atuação da Esportes da Sorte no País. O Corinthians, que ainda não respondeu oficialmente à Fatal Model, admite a possibilidade de congelar o contrato atual enquanto aguarda a deliberação do Congresso Nacional, que terá até 120 dias para decidir sobre o tema.

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Em fevereiro, o vínculo com a Esportes da Sorte foi renovado até 2029, prevendo o pagamento anual de R$ 150 milhões ao clube. Diante do impasse legal, executivos do Corinthians avaliam suspender temporariamente os efeitos do contrato até que o Congresso valide ou rejeite a MP, garantindo segurança jurídica e financeira ao departamento de futebol.

O atual cenário financeiro do clube é delicado: com dívida acumulada em R$ 2,8 bilhões, mais de 50% da receita prevista em patrocínios está vinculada à Esportes da Sorte. Em decorrência da incerteza, o Corinthians enfrenta atrasos no pagamento dos salários de agosto, além de pendências relacionadas a direitos de imagem e bonificações do elenco.

A Fatal Model integra o Grupo Atlas, que também controla a plataforma adulto-subscription Fatal Fans. Esta marca paga R$ 22 milhões por temporada ao Corinthians até 2027, estampando-se no calção do time masculino, no uniforme do basquete e na barra da camisa de futsal. O uniforme do futebol feminino, porém, permanece livre para ações da campanha institucional “Respeita as Mina”, voltada ao combate ao machismo e à promoção da igualdade de gênero.

Quando fechou com a Fatal Fans, o clube precisou contornar reações negativas de parte da torcida. Naquela ocasião, a diretoria realizou reuniões com líderes do elenco feminino, membros de diferentes setores e representantes de coletivos para explicar os benefícios da proposta elevada acima da média de mercado. Agora, a mesma preocupação reaparece, já que a inserção da marca no espaço principal da camisa masculina pode ter repercussão similar.

Além do Corinthians, a Fatal Model informou ter oferecido R$ 100 milhões por um ano de patrocínio ao Flamengo, em proposta encaminhada em 27 de setembro. O clube carioca, que possui contrato de R$ 266 milhões com a Betano até 2028, negou oficialmente qualquer negociação com a agência de acompanhantes.