Claude pode “entregar” quem usou inteligência artificial para escrever: nova tecnologia promete revelar a origem dos textos

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O Claude, rival do ChatGPT desenvolvido pela Anthropic, ganhou uma novidade que pode mudar a forma como textos produzidos por inteligência artificial são identificados. A empresa passou a inserir uma marca invisível diretamente nas respostas geradas pelo sistema, permitindo identificar que determinado conteúdo passou pelo Claude. A mudança está relacionada às novas exigências de transparência sobre conteúdos produzidos por IA.

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O mais curioso é que essa marca não aparece como um aviso, selo ou mensagem no texto. Ela é incorporada de maneira imperceptível à própria geração das palavras e foi projetada para não alterar o significado, a qualidade ou a leitura do conteúdo. Segundo as informações divulgadas pela Anthropic, o recurso pode continuar presente mesmo depois de um simples copiar e colar e, em alguns casos, após pequenas alterações no material.

A novidade também alcança arquivos produzidos pelo Claude. Em formatos compatíveis, a empresa utiliza metadados de procedência assinados digitalmente, permitindo verificar se o arquivo foi processado pela inteligência artificial. A tecnologia está sendo implementada nos modelos mais recentes e também deve chegar gradualmente a versões anteriores. A ideia é facilitar a identificação da origem de materiais criados ou processados por IA.

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Mas existe uma limitação importante: encontrar a marca não significa necessariamente provar que todo o conteúdo foi escrito pelo Claude. O sinal indica que o material passou pelo sistema, mas não determina sozinho quanto a inteligência artificial participou da criação. Da mesma forma, a ausência da marca não garante que um texto tenha sido produzido exclusivamente por uma pessoa. Ainda assim, a novidade abre uma nova disputa no mercado de IA: em vez de tentar descobrir pelo estilo se um texto parece artificial, as empresas passam a criar mecanismos próprios para rastrear sua origem.