
José Arthur, de 1 ano e 6 meses, desaparecido em Eldorado dos Carajás, pode ter sido resgatado na Flórida (Foto: Instagram)
A Polícia Federal apura se José Arthur Sousa Barros, desaparecido desde março em Eldorado dos Carajás, no sudeste do Pará, pode estar entre as 163 crianças e adolescentes resgatados durante a operação Statewide Shield, realizada de 17 a 21 de agosto na Flórida, Estados Unidos. A família do menino de um ano e seis meses solicitou que as autoridades brasileiras e americanas confrontem os dados de José Arthur com os registros dos menores localizados na ação conjunta de várias agências de segurança americanas.
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Para dar celeridade ao cruzamento de informações, a PF designou um de seus adidos federais que atua nos Estados Unidos como elo direto com as instituições de segurança americanas. Esse profissional, que integra a rede de representação da Polícia Federal em países como Estados Unidos, Europa e África, ficará responsável por coletar documentos, esclarecer dúvidas sobre os processos da operação e facilitar o intercâmbio de dados entre Brasil e EUA.
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A operação Statewide Shield mobilizou forças-tarefa federais e locais na Flórida e resultou na localização de 163 menores, com idades que variavam de dois meses a 17 anos. A Polícia Federal brasileira passou a verificar se o nome, as características físicas e os registros biométricos de José Arthur constam na base de dados dos menores identificados pelos americanos, em atendimento ao pedido formal da família.
A família acompanha com expectativa a possibilidade de reencontro, embora até o momento não exista confirmação de que o menino tenha deixado o território nacional. As autoridades ressaltam que a busca por José Arthur faz parte de um protocolo padrão em casos de desaparecimento com suspeita de deslocamento internacional, mas ainda não há indícios concretos de que ele tenha viajado ao exterior.
José Arthur desapareceu na noite de 26 de março na Vila Peruana, zona rural de Eldorado dos Carajás, enquanto brincava no quintal de casa com os primos. Na época, ele tinha um ano e seis meses. Apesar das buscas iniciais realizadas por equipes locais, incluindo perícias e varredura em áreas rurais, nenhuma pista conclusiva sobre seu paradeiro foi encontrada.
Em 3 de agosto, o inquérito foi transferido da Delegacia de Eldorado dos Carajás para a Delegacia de Homicídios de Marabá, com o objetivo de usar estrutura e metodologias especializadas em investigação de desaparecimentos de menores. A mudança pretende aprofundar as diligências, reanalisar provas e ouvir novas testemunhas que possam contribuir para o esclarecimento do caso.
Até o momento, mais de 25 pessoas foram ouvidas pelas autoridades, e aparelhos celulares recolhidos passaram por perícia em busca de registros de chamadas, mensagens e localização. Dois homens com vínculo familiar foram presos temporariamente em abril por suspeita de envolvimento, mas foram liberados em junho e seguem em liberdade enquanto continuam sob investigação. A família reforça o apelo por qualquer informação relevante, que pode ser enviada de forma anônima pelo Disque-Denúncia, no telefone 181.






