
Ana Carolina Oliveira cobra revisão da Lei da Alienação Parental após morte de menino de 3 anos (Foto: Instagram)
Ana Carolina Oliveira, vereadora em São Paulo e mãe de Isabella Nardoni, divulgou um vídeo lamentando a morte de Gustavo Veloso Feitosa, de apenas 3 anos, e exigindo justiça. No pronunciamento, ela afirmou que a aplicação da Lei da Alienação Parental acaba pressionando mães a entregarem os filhos a agressores. A fala veio após a Justiça decretar a prisão preventiva do pai e da madrasta do menino.
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No vídeo publicado nesta quarta-feira (05) nas redes sociais, Ana Carolina enfatizou as falhas no sistema de proteção infantil e fez um forte apelo por mudanças na legislação. Ela alertou para a necessidade de revisão da Lei da Alienação Parental, de modo a garantir que denúncias de agressão sejam sempre investigadas sem risco de prejudicar quem busca salvaguardar os filhos.
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A vereadora também relembrou as imagens que circularam antes do óbito de Gustavo, nas quais o menino aparece chorando e implorando para não ser levado ao pai, pois afirmava sofrer agressões físicas. “Esse menino pequenininho implorou para não ir porque, segundo ele, o pai batia nele”, comentou Ana Carolina, ressaltando a urgência de mudanças para evitar que casos assim se repitam.
Ana Carolina questionou o propósito da Lei da Alienação Parental, afirmando que ela muitas vezes protege abusadores em vez de vítimas. “Muitas mães deixam de denunciar por medo de perder a guarda dos filhos. Essa lei só beneficia agressores”, denunciou, defendendo que o texto legal seja reformulado para priorizar sempre a segurança da criança.
A vereadora lamentou ainda que a violência tenha partido de quem tinha a missão de amparar o menino e destacou que punições rigorosas não serão suficientes para amenizar o sofrimento causado. “A culpa que essa mulher vai carregar pelo resto da vida é de cortar o coração. Toda a sociedade se comoveu com essa história”, declarou, lembrando a comoção geral diante do caso.
O caso ganhou repercussão nacional após o laudo do Instituto Médico Legal apontar que Gustavo morreu em decorrência de múltiplas agressões, descartando a versão inicial de afogamento, e indicar indícios de violência sexual. Nesta quinta-feira (06), foi determinada a prisão preventiva de Igor Gustavo Veloso de Sousa, pai da criança, e de Kathellen Moreira, madrasta de Gustavo, ambos suspeitos.
O pronunciamento de Ana Carolina reflete uma dor pessoal. Em 2008, sua filha Isabella, de 5 anos, foi assassinada em São Paulo pelo pai, Alexandre Nardoni, e pela madrasta Anna Carolina Jatobá. Na época, o caso teve grande repercussão e, segundo a vereadora, reforça a urgência de fortalecer os mecanismos de proteção a crianças em todo o país.






