
Clarice Cardoso compara semelhanças entre seu filho desaparecido e menino resgatado nos EUA (Foto: Instagram)
Clarice Cardoso, mãe de Ágatha Isabelly, 6 anos, e Allan Michael, 4, desaparecidos em Bacabal, afirmou ter notado semelhanças entre seu filho e um menino resgatado numa operação nos Estados Unidos. Ela destacou traços como a tonalidade de pele e feições faciais e reforçou que só exames de DNA poderão confirmar qualquer relação. Interpol e Polícia Federal acompanham os desdobramentos internacionais do caso.
++ Elize Matsunaga: Carro do crime agora tem novo dono e acumula várias dívidas
O caso, que completa oito meses desde o desaparecimento de Ágatha e Allan, ganhou novo impulso quando circulou nas redes sociais uma foto de um garoto com tubo de oxigênio comparada ao perfil do menino maranhense. A imagem faz parte de uma ação que salvou 163 crianças e adolescentes em solo americano, incluindo brasileiros ainda sem identificação. A conclusão sobre a identidade dependerá exclusivamente do laudo genético.
++ Fiji enfrenta surto acelerado de HIV impulsionado pelo uso de metanfetamina
Em entrevista, Clarice destacou: “A afeição, a cor, né? Não dá pra ter muita certeza, mas cada característica da criança é igual a do Michael”. Ela ressaltou que reconheceu expressões faciais e tom de pele idênticos aos de seu filho. Autoridades americanas, como o Departamento de Segurança Interna e o FBI, seguem reunindo registros para ajudar na identificação dos menores.
A advogada da família, Nathaly Moraes, acionou o Consulado-Geral do Brasil em Miami para verificar se Ágatha e Allan estão entre os resgatados. Simultaneamente, mantiveram-se contatos com representações em outros países e organizações que atuam no resgate de menores desaparecidos. A Interpol também passou a trocar informações diretamente e agendou diligências em que Clarice deverá prestar depoimento.
Mesmo diante da incerteza, Clarice reafirma sua fé: “O coração de mãe não engana, né? E o meu sempre fala que meus filhos estão vivos”. A nova pista reacendeu o otimismo da família e dos voluntários que divulgam atualizações sobre o caso nas redes sociais, incentivando a população a compartilhar qualquer informação relevante.
Para avançar na investigação, a realização do exame genético é fundamental e aguarda-se o laudo para comprovar a relação familiar. Os nomes de Ágatha Isabelly e Allan Michael já constam no banco de dados da Interpol, fruto da colaboração entre a Polícia Civil do Maranhão, a Polícia Federal e equipes internacionais de inteligência.
Os irmãos desapareceram em 4 de janeiro de 2026 na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal. Estavam com o primo Anderson Kauã, de 8 anos, que foi encontrado em boas condições três dias depois. Até o momento, nenhum vestígio físico de Ágatha e Allan foi localizado no Maranhão, e Clarice segue ansiosa e agradecida pelo apoio recebido: “Espero ter meus filhos de volta o mais rápido possível.”






