
Caiado propõe polícia sul-americana com poder de prisão (Foto: Instagram)
O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, afirmou que vai sugerir aos países limítrofes do Brasil a instituição de uma força policial sul-americana com autoridade para efetuar prisões. A proposta foi apresentada durante sabatina no Jornal Nacional, da TV Globo, na noite de terça-feira, 25 de junho, e tem como objetivo reforçar o combate ao narcotráfico na região.
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Inicialmente, Caiado comparou a iniciativa à Europol – Agência da União Europeia para Cooperação Policial, sediada em Haia. Segundo ele, a futura polícia sul-americana seria “exatamente” como o modelo europeu, mas com competências ampliadas, incluindo detenção de suspeitos. A Europol, porém, só fornece informações às autoridades nacionais, sem poder de prisão.
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Quando questionado sobre a discrepância – já que a própria Europol esclarece não ter agentes com poder de prender –, Caiado insistiu que “lógico que tem. Ela faz a prisão e entrega para a autoridade local”. Ao ser confrontado novamente, ele completou: “Se ficar alguma dúvida em relação a isso, eu, como presidente, vou propor aos meus colegas presidentes limítrofes que façamos com que a prisão seja feita”.
Indagado sobre o custo da operação, o candidato limitou-se a afirmar que seriam “bilhões” de reais. Em seguida, ao ser questionado se permitiria a entrada de militares dos Estados Unidos no território nacional para auxiliar na nova polícia, Caiado respondeu que não vê “por que autorizá-los”.
Caiado destacou ainda a necessidade de um mandatário com “estatura” e clareza de função, capaz de internalizar que o Brasil, apesar de não produzir cocaína, abriga na região amazônica o maior polo do narcotráfico atualmente. Para ele, isso exige consenso regional e liderança forte para proteger fronteiras e derrubar rotas de contrabando.
Sobre a viabilidade política de convencer governos vizinhos, Caiado afirmou que “todos os presidentes limítrofes nossos são de centro-direita” e, portanto, parceiros naturais no projeto. Para reforçar seu argumento, caracterizou o Brasil como o “resort do narcotráfico” e chegou a chamá-lo de “Disneylândia do narcotráfico” na América do Sul.





