Brasileiro apontado como integrante do PCC é detido na Bolívia após quatro anos foragido

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Pichação ‘PCE’ em muro de rua em Santa Cruz de la Sierra (Foto: Instagram)

Na terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, as autoridades prenderam Roberto Prieto Filho, conhecido como “Betinho da Baixada” e apontado como membro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele figurava na lista de procurados da Justiça brasileira desde 2019 e era considerado foragido por suspeita de participação em crimes ligados à facção.
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A ação foi realizada pela Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico (FELCN), da Polícia Boliviana, após um intercâmbio de dados com a Polícia Federal e a Polícia Civil de São Paulo. Informações de inteligência fornecidas pelos órgãos brasileiros permitiram rastrear seus passos até o local da prisão, reforçando o trabalho conjunto no combate ao crime transnacional.
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Em 2022, Prieto havia sido resgatado de uma unidade policial no Guarujá (SP) por outros criminosos, oportunidade em que desapareceu das vistas das autoridades. Desde então, manteve-se em fuga por cerca de quatro anos, mudando constantemente de local para dificultar as investigações e aproveitando lacunas na cooperação internacional.

Especialistas apontam que a presença de fugitivos de alta periculosidade em Santa Cruz de la Sierra evidencia a estratégia de certos grupos em buscar refúgio em países vizinhos. A cidade, maior polo econômico da Bolívia, passou a ser rota comum para foragidos que tentam se manter longe do alcance das polícias brasileiras.

A defesa de Roberto Prieto Filho não foi localizada pelo Estadão, conforme registrado na cobertura. O espaço segue aberto para eventual manifestação. Enquanto isso, o detido aguarda os procedimentos legais em território boliviano, e a Justiça brasileira continua a articular solicitações formais de cooperação com o governo local.

A prisão de “Betinho da Baixada” reforça a importância da colaboração entre agências nacionais e estrangeiras no enfrentamento ao crime organizado. O caso segue sob acompanhamento das autoridades de ambos os países, que trabalham na troca de informações e no desfecho das medidas judiciais.