
Cartão do Programa Bolsa Família em mãos de beneficiária (Foto: Instagram)
O calendário de pagamentos do Bolsa Família para o mês de agosto já está em pleno andamento, contemplando aproximadamente 19,3 milhões de famílias em todo o Brasil. Em 2026, o programa mantém o valor mínimo de R$ 600, mas introduz o Benefício Primeira Infância, que acrescenta R$ 150 ao repasse mensal de famílias com crianças de até seis anos, elevando o total para R$ 750. O programa faz parte das políticas de transferência de renda do governo federal.
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As transferências tiveram início em 18 de agosto e ocorrem até o dia 31, obedecendo a um calendário escalonado conforme o último dígito do Número de Identificação Social (NIS) dos responsáveis familiares. Nesta quinta-feira, 20, recebem aqueles cujo NIS termina em 3. Mesmo com o valor-base de R$ 600, o programa prevê adicionais para diferentes perfis, de acordo com a composição familiar e as regras estabelecidas pelo Ministério da Cidadania.
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O Benefício Primeira Infância, instituído em 2024, tem foco na primeira fase de vida e destina R$ 150 extras a cada família que tenha criança de até seis anos. Além desse incentivo, o Bolsa Família prevê R$ 50 por integrante na faixa de sete a 18 anos incompletos, incluindo adolescentes e gestantes, desde que cumpram as condicionalidades do programa. Outro apoio é o Benefício Variável Familiar Nutriz, que garante seis parcelas de R$ 50 às mães de bebês com até seis meses de idade.
O valor médio repassado em agosto está estimado em R$ 678,35. As transações são efetuadas pela Caixa Econômica Federal e liberadas no aplicativo Caixa Tem, que também permite pagamento de contas, transferências e compras digitais. Os beneficiários podem utilizar o cartão do programa em estabelecimentos comerciais e realizar saques em casas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e agências da Caixa. Para consulta de datas e valores disponíveis, estão disponíveis tanto o portal da Caixa quanto o aplicativo oficial.
Em algumas localidades, os pagamentos foram antecipados em decreto que abrange 186 municípios de sete estados em situação de emergência ou calamidade pública. Essa medida emergencial libera os recursos independentemente da terminação do NIS, garantindo acesso imediato pelas famílias afetadas por desastres naturais ou outras crises. Segundo o Ministério da Cidadania, a antecipação também busca movimentar a economia local, sobretudo em regiões que necessitam de apoio financeiro urgente para reconstrução e manutenção das condições básicas.
Para manter o recebimento dos benefícios, as famílias devem observar os critérios de renda estabelecidos e manter o Cadastro Único atualizado, realizando a revisão cadastral ordinária a cada dois anos ou sempre que houver mudança de endereço, renda ou número de dependentes. Além disso, é imprescindível cumprir as condicionalidades nas áreas de saúde e educação, com a vacinação em dia e frequência escolar mínima de 85%. Quem não cumprir as regras fica sujeito a bloqueio ou suspensão do auxílio até a regularização.






