
Mudas nativas ganham tratamento em projeto de restauração no Pará (Foto: Instagram)
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 200 milhões para o grupo Mombak, especializado em projetos de carbono, voltados à restauração ecológica na Amazônia. Os recursos serão captados no Fundo Clima – Florestas Nativas e Recursos Hídricos, linha de crédito criada para apoiar iniciativas de plantio de espécies nativas, sistemas agroflorestais e recuperação da vegetação em áreas degradadas. A operação reforça o compromisso do banco com ações de mitigação das mudanças climáticas por meio da recomposição florestal.
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Conforme nota divulgada pelo BNDES, o projeto do Mombak prevê a restauração de cerca de 7,2 mil hectares de terras degradadas, sobretudo no estado do Pará, com um investimento total estimado em R$ 457 milhões. Além da recomposição vegetal, o plano inclui o estabelecimento de viveiros de mudas nativas, ações de manejo sustentável e o monitoramento contínuo das áreas recuperadas, garantindo a manutenção da biodiversidade local e o envolvimento de comunidades tradicionais nos trabalhos de campo.
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A operação terá prazo de 25 anos para execução e amortização, período em que o BNDES arcará com aproximadamente 44% do aporte total. Os 56% restantes serão garantidos pelo próprio Mombak, por meio de financiamentos complementares e parcerias com instituições voltadas ao desenvolvimento sustentável. O cronograma de desembolsos foi estruturado para acompanhar as etapas de plantio, manutenção e colheita de créditos de carbono gerados pelas áreas reflorestadas.
De acordo com estimativas do banco, o projeto liderado pelo Mombak deverá retirar mais de 4,7 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e) da atmosfera ao longo de cinco décadas, colaborando significativamente com metas nacionais e internacionais de redução de emissões. Essa projeção considera não apenas o crescimento das árvores, mas também o sequestro de carbono mantido no solo e na biomassa secundária, fortalecendo o papel das florestas como sumidouro de gases de efeito estufa.
O aporte integra a estratégia florestal do BNDES, que já desembolsou R$ 14,6 bilhões para o plantio de 354 milhões de mudas em todo o país. Essas iniciativas geraram cerca de 89 mil empregos verdes diretos e resultaram na remoção de 68 milhões de toneladas de CO2e da atmosfera, conforme balanço do último ano. A linha do Fundo Clima – Florestas Nativas e Recursos Hídricos reforça a missão do banco de apoiar empreendimentos que promovam a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais.






