Ator de Mr. Bean descobriu na comédia solução para sua gagueira

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Rowan Atkinson como Mr. Bean exibe seu ursinho Teddy em frente ao Palácio de Buckingham (Foto: Instagram)

Rowan Atkinson encarou a gagueira ainda nos bancos universitários e notou que suas travas de fala quase desapareciam quando ele reinterpretava outra personalidade no palco. O ator britânico começou a perceber que, ao assumir um personagem, encontrava fluidez na fala que não tinha em momentos de nervosismo durante conversas comuns.

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Esse insight surgiu enquanto ele preparava um esquete para uma apresentação estudantil. Sem roteiro definido, Atkinson passou horas diante do espelho testando expressões faciais e movimentos corporais até descobrir um formato de humor que dispensava diálogos, conquistando o público apenas com ação e reação.

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Embora sua trajetória artística não estivesse nos planos iniciais, Atkinson cursou engenharia elétrica e eletrônica na Universidade de Newcastle e seguiu para um mestrado em Oxford. Foi nessa fase que se aprofundou na comédia, conheceu Richard Curtis e iniciou a parceria que resultaria em séries como Blackadder e, posteriormente, Mr. Bean.

O humor visual do francês Jacques Tati também exerceu grande influência sobre o britânico. Inspirado pelas sequências silenciosas e pelas situações que dispensavam explicações verbais, Atkinson passou a dar ainda mais ênfase à comédia física, usando o corpo e o rosto como principais instrumentos cômicos.

Apesar de a gagueira ter sido um fator inicial na busca por novos caminhos, Atkinson ressalta que Mr. Bean não foi criado apenas para mascarar sua dificuldade de fala. A experiência, entretanto, reforçou sua convicção de que cenas baseadas em gestos, caretas e pequenas situações podiam gerar humor universal.

Mr. Bean só recebeu esse nome depois de várias experimentações diante das câmeras. A série estreou em 1º de janeiro de 1990, apresentando um protagonista quase mudo, cuja comunicação visual ultrapassou o Reino Unido e ganhou espaço em filmes, animações e várias partes do mundo, comprovando o poder do humor sem barreiras linguísticas.