
Bombeiros combatem incêndio em edifício atingido por ataque na Ucrânia (Foto: Instagram)
Entre a noite de terça-feira (13) e a madrugada de quarta-feira (14) de outubro de 2026, a Ucrânia foi alvo de ataques russos que resultaram em pelo menos seis mortos e deixaram aproximadamente 600 mil pessoas sem eletricidade em diversas regiões do país. As ofensivas em massa, concentradas na infraestrutura energética, afetaram o sistema de transmissão em Kiev, no centro industrial de Dnipropetrovsk e na região sudeste de Zaporíjia.
Em Kiev, três pessoas perderam a vida após um míssil atingir a usina térmica número 4, segundo informou o prefeito Vitali Klitschko. Em Dnipropetrovsk, autoridades regionais confirmaram duas mortes em consequência dos bombardeios. Na região de Zaporíjia, no sudeste ucraniano, uma outra vítima fatal também foi registrada, elevando para seis o total de óbitos relacionados aos ataques noturnos.
O presidente Volodymyr Zelensky reclamou que o ataque à capital ocorreu sem qualquer alerta prévio dos aliados ocidentais, responsabilizando falhas de inteligência. “O alvo principal era a usina térmica número 4. Infelizmente, ela foi atingida sem aviso”, escreveu ele nas redes sociais. Zelensky classificou a ação russa como uma violação do que vinha sendo tratado como um possível cessar-fogo energético, acordo ainda não confirmado por Moscou nem por Kiev.
Nas últimas duas semanas, o exército russo intensificou bombardeios contra a infraestrutura energética ucraniana, provocando cortes severos de eletricidade e acendendo o temor de um inverno ainda mais rigoroso para a população. Na noite de segunda para terça, moradores de Kiev relataram explosões antes do acionamento do sistema antiaéreo, fenômeno que ocorria raramente. Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou ter acordado com Moscou e Kiev uma trégua para suspender disparos contra instalações de energia, posição contestada por ambas as partes.
A Ucrânia depende da inteligência militar ocidental, sobretudo dos Estados Unidos, para antecipar ataques e reagir de forma independente. Em meio a tensões políticas, o consultor de tecnologia presidencial Sergiy Beskrestnov relatou que, durante a noite, alguns terminais Starlink foram bloqueados sem aviso, atrapalhando operações de defesa. Ele sugeriu que a medida não foi mera coincidência, mas refletiu disputas políticas em curso.
Além dos bombardeios na Ucrânia, a Rússia informou ter abatido 902 drones ucranianos na mesma noite. O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, afirmou que 180 dessas aeronaves foram interceptadas ao se aproximarem da capital russa. Os ataques a veículos não tripulados também afetaram o funcionamento dos aeroportos de Moscou, levando à suspensão de voos em Vnukovo por mais de oito horas, segundo autoridades locais.






