
Passageiros deixam o aeroporto internacional Rei Fahd após ataque que deixou mortos e feridos (Foto: Instagram)
Na noite de quarta-feira (21), um ataque contra o aeroporto internacional Rei Fahd, em Dammam, na Arábia Saudita, resultou em duas mortes e oito feridos. A ofensiva faz parte de uma série de ações dos rebeldes houthis do Iêmen, que vem ampliando suas investidas contra infraestruturas civis e energéticas do reino saudita desde o fim de uma trégua em julho.
A Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita confirmou nesta quinta-feira (22) que as vítimas fatais são um cidadão saudita e um indiano. Inicialmente, havia sido informado apenas um óbito. Ainda não há detalhes sobre a extensão dos danos ao terminal, que segue em avaliação pelas autoridades aeroportuárias.
No mesmo dia, a coalizão liderada pela Arábia Saudita informou ter interceptado e destruído um drone na região de Riad. A ação faz parte de uma reação imediata aos ataques aéreos e por mísseis atribuídos aos houthis, que têm representado risco crescente às operações de transporte aéreo e ao abastecimento de energia no país.
Nas últimas semanas, os combates chegaram a um patamar inédito, obrigando Riad a encerrar temporariamente seu principal aeroporto e adiar uma conferência internacional de investimentos. Segundo levantamento da AFP com base em dados oficiais, já são 22 mortos provocados por ataques a aeroportos sauditas só neste mês.
Além dos ataques aéreos e terrestres, os houthis impuseram um bloqueio marítimo no Mar Vermelho, com o objetivo de interromper o transporte de petróleo da Arábia Saudita, maior exportador global do produto. A medida ameaça a circulação de navios comerciais e eleva a insegurança sobre as rotas de escoamento do combustível.
Os houthis intensificaram suas ações após o colapso de uma trégua que durava anos na guerra civil do Iêmen. O grupo, apoiado pelo Irã, passou a atacar navios, instalações petrolíferas e setores estratégicos do território saudita, lançando em setembro uma ofensiva que resultou na tomada de áreas costeiras sob controle do governo iemenita.
Em retaliação, a Força Aérea saudita intensificou bombardeios sobre regiões dominadas pelos rebeldes houthis, atingindo diversas províncias do Iêmen empobrecido. O ciclo de ataques e contra-ataques eleva o risco de escalada do conflito, com impactos diretos na segurança regional e nos preços internacionais do petróleo.






