
Palco digital da TV Globo preparado para os debates eleitorais (Foto: Instagram)
Três entidades que representam emissoras de rádio e televisão, jornais e revistas manifestaram solidariedade à TV Globo na noite desta quinta-feira (1º). Segundo a nota conjunta, as decisões judiciais que resultaram no cancelamento do debate presidencial agiram como “uma agressão à liberdade de imprensa”, ao inviabilizar o encontro que estava marcado para ocorrer em breve.
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A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) afirmaram estar indignadas com a intervenção. Para elas, as determinações não só impõem obrigações sem respaldo legal, como também desrespeitam regras definidas há meses entre a emissora e os partidos políticos.
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No documento, as associações ressaltam que tais excessos judiciais atropelaram o direito dos cidadãos de acompanhar as propostas dos candidatos, todos previamente convidados e dispostos a participar. A nota conclui que a decisão judicial compromete o acesso público às informações, algo garantido pela legislação eleitoral.
A Globo decidiu suspender o debate depois que a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Estela Aranha, proibiu a exibição de um púlpito vazio com o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e impediu perguntas ao candidato ausente. Essas ações contrariaram o regulamento aprovado pelas campanhas, que previa a manutenção do cronograma mesmo em caso de ausência.
Posteriormente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes determinou que o debatedor Renan Santos, do partido Missão, também fosse incluído. No início da semana, o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, já havia ordenado que a emissora convidasse o candidato Romeu Zema, do União Brasil (Novo), para o debate.
De acordo com o regimento interno da Globo e a legislação eleitoral, deveriam participar apenas candidatos cujos partidos tivessem, no mínimo, cinco parlamentares no Congresso Nacional. O Missão não possui representantes eleitos, e o Novo elegeu, em 2022, três deputados federais e nenhum senador, não atendendo ao critério.
O União Brasil recorreu ao TSE para que fosse considerada a bancada atual da legenda – hoje com cinco deputados e um senador. Ao acolher esse argumento, Nunes Marques obrigou a Globo a incluir os nomes do Novo nos debates estaduais de 29 de outubro e no encontro presidencial inicialmente marcado para quinta-feira.






