Asfixia é apontada no laudo da morte de Douglas Pagliuca após imobilização em Santos

Posted by


Imagens mostram o momento em que Douglas Pagliuca é detido por moradores em Santos (Foto: Instagram)

O homem de 40 anos, identificado como Douglas Pagliuca, faleceu após ser detido e amarrado por três pessoas durante um surto na cidade de Santos, no litoral paulista. O Instituto Médico Legal concluiu que a asfixia foi a causa do óbito, e a Polícia Civil agora investiga o envolvimento desses homens na contenção do paciente.

++ Elize Matsunaga: Carro do crime agora tem novo dono e acumula várias dívidas

O episódio ocorreu em 30 de julho, na Rua Pedro Ivo, no bairro Embaré, quando Douglas apresentava sinais de desorientação. Segundo testemunhas, ele derrubou um vaso, arremessou-se contra um portão e teria avançado em direção a moradores e veículos estacionados, gerando pânico na vizinhança.

++ Fiji enfrenta surto acelerado de HIV impulsionado pelo uso de metanfetamina

Câmeras de segurança registraram três homens se aproximando para imobilizar Douglas. As imagens mostram que ele foi segurado pelos braços e pernas, e em determinado instante um dos envolvidos pressiona o pescoço da vítima, técnica que pode ter interrompido o fluxo de ar e causado a asfixia.

Durante vários minutos, Douglas permaneceu com os pulsos e tornozelos amarrados, sem conseguir se mover. Quando a equipe da Polícia Militar chegou ao local, encontrou o homem inconsciente e com ferimentos visíveis na cabeça, resultado da queda e da tentativa de contenção.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para prestar socorro e encaminhou Douglas em estado grave até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Leste. Por volta das 18h55, ele não resistiu aos ferimentos e foi declarado morto pela equipe médica.

Inicialmente, algumas testemunhas relataram que Douglas teria se ferido sozinho durante o surto, mas essa versão passou a ser contestada após a análise das imagens e a emissão do laudo do IML. Um dos três homens já prestou depoimento e negou ter pressionado o pescoço, afirmando que só segurou uma das pernas enquanto aguardava a polícia. O 3º Distrito Policial de Santos continua a localizar os demais envolvidos para apurar individualmente a responsabilidade de cada um no episódio. Até a última atualização, ninguém havia sido preso.