
Lula x Bolsonaro: Alckmin define embate político como “democracia vs. barbárie” (Foto: Instagram)
Em comício em São Paulo na quinta-feira, 1º, ao lado do ex-prefeito e candidato ao governo estadual Fernando Haddad (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que o atual embate político no Brasil configura um confronto entre a democracia e a barbárie. Ele acusou parte dos militantes bolsonaristas de, ao verem a derrota nas urnas, tentar executar um golpe de Estado. “Imaginem se tivessem vencido a eleição…”, frisou, referindo-se à possibilidade de ações violentas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contra ele próprio e contra ministros do Supremo Tribunal Federal.
++ Elize Matsunaga: Carro do crime agora tem novo dono e acumula várias dívidas
Alckmin enfatizou a necessidade de intensificar o diálogo com o eleitorado nos últimos dias de campanha para converter indecisos em votos favoráveis às forças democráticas. Para ele, a prioridade agora é conversar com moradores de bairros, realizar caminhadas em áreas com maior concentração de eleitores e traduzir essas conversas em apoio nas urnas. “Vamos virar voto nesses próximos três dias”, afirmou, reforçando a defesa da vontade popular e do processo democrático.
++ Fiji enfrenta surto acelerado de HIV impulsionado pelo uso de metanfetamina
O vice-presidente também saiu em defesa do presidente Lula, ressaltando que o atual governo foi o primeiro a promover aumentos reais no salário mínimo. Alckmin lembrou que, durante os quatro anos de mandato de Jair Bolsonaro, não houve nenhum reajuste para repor a inflação, o que, na avaliação dele, prejudicou diretamente a renda dos trabalhadores brasileiros. “Apenas o governo de Lula garantiu ganho real para quem mais precisa”, ressaltou.
Além disso, Alckmin destacou outras medidas implementadas pela gestão petista, como a reforma do Imposto de Renda, que elevou a faixa de isenção para contribuintes de menor renda, e a proposta de reforma tributária, que visa simplificar a cobrança de impostos. Ele também citou o chamado programa pé-de-meia, idealizado para incentivar a cultura de poupança entre os brasileiros e oferecer uma reserva financeira em caso de emergências.
O comício contou ainda com a presença de duas candidatas ao Senado por São Paulo alinhadas ao campo de Lula: a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) e a ex-senadora Simone Tebet (PSB). Ambas usaram o evento para reforçar o compromisso com pautas ambientais e sociais, além de salientar a importância de eleger representantes engajados no fortalecimento das instituições democráticas.
A abertura do comício teve discurso de Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência em licença. Boulos ressaltou a estratégia do governo de mirar em eleitores indecisos e no público idoso, grupos tidos como fundamentais para ampliar a vantagem de Lula nas pesquisas. Segundo ele, essa abordagem busca ouvir propostas e atender demandas locais para conquistar novos apoios.






