
Incêndio destrói parte da reserva indígena no DF (Foto: Instagram)
Na noite de sábado, um incêndio de grandes proporções consumiu 29 hectares de vegetação – o equivalente a cerca de 40 campos de futebol – na comunidade indígena Santuário Sagrado dos Pajés, no Noroeste do Distrito Federal. As chamas alcançaram três ocas tradicionais, danificando parcialmente as estruturas de madeira e palha utilizadas pelos moradores. Apesar da gravidade do evento, não houve vítimas ou feridos. Conforme o Corpo de Bombeiros Militar do DF, imagens obtidas por meio de drone mostram um vasto cenário de devastação.
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Segundo informações do CBMDF, as chamas se alastraram com rapidez devido ao vento e ao material seco no solo. Para mapear a extensão do foco, os bombeiros utilizaram o drone Zangão 58 em voos simultâneos, permitindo a identificação de áreas críticas e a elaboração de estratégias para conter o fogo. O equipamento captou imagens precisas do perímetro, mostrando a proximidade das labaredas à reserva indígena e orientando as equipes no solo sobre os pontos mais ativos.
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O combate ao incêndio foi iniciado na Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia) Norte, nas proximidades da Quadra 311 do Noroeste, região adjacente ao Parque Ecológico Burle Marx e à área da Água Mineral. A ação contou com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que auxiliou no planejamento das rotas de acesso e no monitoramento ambiental. Equipes de múltiplas frentes trabalharam para isolar o incêndio e proteger as áreas mais sensíveis.
Durante cerca de uma hora e meia, os bombeiros empregaram técnicas específicas para incêndios florestais, utilizando sopradores para dispersar brasas e abafadores manuais para sufocar as chamas próximas às ocas. Além disso, instalaram aceiros – faixas de terra limpa e sem vegetação – como barreiras físicas para impedir o avanço do fogo. Essas operações coordenadas foram fundamentais para evitar que o incêndio se propagasse a áreas indígenas intactas.
Após a contenção das chamas, as equipes permaneceram no local para executar o rescaldo, processo que consiste em identificar e extinguir potenciais focos remanescentes em troncos, raízes e detritos. Essa etapa, essencial para prevenir a reativação do incêndio, incluiu rondas periódicas e aplicação de água nos pontos de calor. O esforço conjunto garantiu que a área afetada se estabilizasse e evitou o surgimento de novos focos nas horas seguintes.
Embora não haja registro de feridos, o fogo causou perdas significativas à infraestrutura das ocas e ao ecossistema local, afetando a fauna e a flora nativas. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre as possíveis causas que deram início às chamas. Autoridades ambientais e a comunidade Santuário Sagrado dos Pajés acompanham os desdobramentos e reforçam a necessidade de vigilância constante em períodos de estiagem prolongada para reduzir o risco de novos incêndios.






