Correios têm prejuízo maior no primeiro semestre, mas registram queda no segundo trimestre

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Prejuízo dos Correios atinge R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026 (Foto: Instagram)

Os Correios apuraram um prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026, um aumento de 30,36% em comparação ao resultado negativo de R$ 4,26 bilhões registrado no mesmo período de 2025.
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No segundo trimestre deste ano, o déficit foi de R$ 2,39 bilhões, o que representa uma queda de 5,5% em relação aos R$ 2,53 bilhões de prejuízo anotados no mesmo intervalo de 2025. Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, quando o rombo chegou a R$ 3,16 bilhões, houve recuo de 24,4% no resultado negativo.
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A receita líquida proveniente de vendas e serviços somou R$ 4,01 bilhões no segundo trimestre, uma retração de 5,41% ante os R$ 4,24 bilhões apurados no mesmo período de 2025. No entanto, ao comparar com o primeiro trimestre de 2026, a receita apresentou crescimento de 3,8%, segundo o balanço divulgado pela estatal.

Em comunicado, a direção dos Correios afirmou que esses resultados ocorrem em meio à implementação de um plano de reestruturação que engloba revisão de despesas e contratos, reorganização interna, busca por maior eficiência operacional e iniciativas para ampliar a geração de receitas.

“O resultado acumulado do semestre permanece desafiador e reforça a necessidade de continuidade das medidas de reestruturação, com foco na recuperação sustentável das receitas, o aumento da eficiência operacional, a revisão de despesas e contratos e a modernização do modelo de negócios”, destacou a administração da empresa.

O governo federal já se comprometeu a realizar um aporte de capital de R$ 6 bilhões até o fim de 2027 para sustentar o processo de recuperação dos Correios. Esse montante faz parte do contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões firmado no ano passado com cinco bancos, garantido pelo Tesouro Nacional, e será incluído na proposta da Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027.