O que se sabe sobre a agressão a estudante na UFRJ, no Centro do Rio

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Confronto entre estudantes no IFCS da UFRJ após apologia nazista (Foto: Instagram)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu investigação sobre um episódio de violência entre estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ocorrido nas dependências do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) e do Instituto de História (IH), no Centro da capital fluminense. O caso ganhou repercussão após relatos de agressões físicas dentro dos prédios, com xingamentos e confrontos corporais. As primeiras informações apontam que a confusão envolveu manifestações de intolerância ideológica, e as motivações ainda estão sendo apuradas pela corporação.

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Segundo testemunhas, na noite de terça-feira (25), um aluno do curso de História compareceu ao IFCS usando camiseta e acessórios com referências ao nazismo e a símbolos do Terceiro Reich. A vestimenta provocou reação dos demais estudantes, que questionaram o teor das estampas e exigiram providências das equipes de segurança do campus. A situação gerou forte debate entre os presentes e levantou dúvidas sobre os limites da liberdade de expressão em ambientes acadêmicos.

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O impasse teve início quando parte dos estudantes tentou abordar o jovem e acionar a segurança universitária para retirá-lo do local e encaminhá-lo à delegacia. A discussão saiu do âmbito verbal e evoluiu para um confronto físico, com socos, tapas e chutes registrados nas escadas e em áreas internas e externas do prédio. Testemunhas relatam gritos e empurrões até a intervenção dos seguranças para separar os envolvidos.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro analisa imagens captadas por celulares e conduz diligências para identificar e ouvir todos os participantes. Os investigadores buscam esclarecer tanto a acusação de apologia ao nazismo, crime previsto na legislação brasileira, quanto a autoria das agressões físicas. O objetivo é instaurar inquérito policial e responsabilizar criminalmente os envolvidos.

Em resposta ao incidente, a UFRJ e a direção do IFCS instauraram uma comissão de sindicância para apurar o ocorrido internamente. Em nota oficial, a reitoria repudiou qualquer forma de apologia ao nazismo, fascismo, racismo, antissemitismo e outras manifestações de intolerância. A universidade ressaltou que não admite agressões físicas como reação a provocações ideológicas e informou que reuniões com a comunidade estudantil foram intensificadas para prevenir novos conflitos no campus.

O aluno usava uma camiseta da banda britânica Death in June, conhecida pelo uso de iconografia e vestimentas inspiradas em referências militares fascistas e nazistas. A presença desses símbolos motivou a contestação de colegas e professores, que viram na escolha do vestuário um ato de apologia ao nazismo. De acordo com o Código Penal brasileiro, a apologia a esse regime configura crime, sujeito a pena de detenção.