Corpos de vítimas de enchentes no Nepal são recuperados na Índia

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Resgatistas indianos carregam corpos de vítimas das enchentes no sul do Nepal (Foto: Instagram)

A Índia resgatou sete cadáveres de pessoas soterradas pelas enchentes que devastaram o sul do Nepal. Conforme autoridades locais, os corpos estavam flutuando nos rios dos distritos de Maharajganj e Kushinagar, ambos fronteiriços com a região de Chitwan, uma das áreas mais afetadas pelas chuvas intensas.

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No distrito de Maharajganj, quatro corpos sem identificação foram recolhidos na quinta-feira, segundo Gaurav Singh Sogarwal, autoridade distrital. Outros três cadáveres apareceram em Kushinagar, cerca de 70 quilômetros rio abaixo da fronteira, e também permanecem sem identificação.

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No dia anterior, um deslizamento de terra no norte do Nepal, próximo à fronteira com a China, matou pelo menos 579 pessoas, conforme atualização da autoridade nepalesa de gestão de emergências. Na região autônoma do Tibete, autoridades chinesas relataram cinco óbitos, elevando para 584 o total de mortes no desastre, que deixou mais de 1.900 desaparecidos. As famílias das vítimas aguardam por informações enquanto as autoridades intensificam as operações de busca.

As equipes de busca e salvamento enfrentam dificuldades devido ao risco constante de novas enchentes e deslizamentos, agravado pelo derretimento de geleiras. O caudal dos rios aumentou em diversos pontos, carregando sedimentos e rochas que obstruem rotas de acesso às zonas mais atingidas. As operações de busca continuam, mas as condições instáveis atrasam o progresso nas regiões mais isoladas.

Para minimizar riscos, as autoridades locais orientaram todas as forças de segurança, equipes de resgate e voluntários a manter estado de alerta máximo e a deslocarem-se imediatamente para áreas seguras diante de qualquer sinal de agravamento das condições meteorológicas. Cidadãos deslocados temporariamente aguardam apoio humanitário enquanto as equipes monitoram os níveis dos rios.

Segundo o geocientista Jakob Steiner, da Universidade de Graz, “ainda há muito derretimento glacial em curso devido às altas temperaturas, e a água está se acumulando em vários pontos, pois certamente haverá muitos detritos e rochas no curso do rio”. Tanto o especialista Zhang quanto Steiner ressaltaram que os alertas devem ser levados a sério, uma vez que socorristas se expõem a grandes perigos, embora seja improvável que uma enchente tão repentina e devastadora volte a ocorrer.