EUA sancionam Ação Palestina e grupos de extrema-esquerda por atos violentos

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Manifestantes erguem bandeira palestina em protesto em frente ao Portão de Brandemburgo, em Berlim (Foto: Instagram)

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (26) a imposição de sanções contra a organização Ação Palestina, com sede no Reino Unido, e outras entidades identificadas por Washington como integrantes de redes de extrema-esquerda responsáveis por atos violentos. Segundo o comunicado, a iniciativa também visa demonstrar que o governo americano adota postura de tolerância zero diante de ações violentas motivadas por ideologias políticas radicais. Esses grupos passam a ter bens bloqueados e entram na mira das autoridades financeiras.

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Em nota, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, alertou que “extremistas da esquerda, suas fontes e aqueles que os apoiam devem estar avisados: utilizaremos todas as nossas ferramentas econômicas para evitar que o terrorismo político tenha lugar em nossa sociedade. Vamos continuar a cortar o suporte financeiro desses grupos até que sejam eliminados”. Bessent destacou que essa medida faz parte de um esforço contínuo para proteger a segurança interna americana e coibir financiamentos ilícitos.

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A Ação Palestina foi formalmente designada como “Terrorista Global Especialmente Designado” (SDGT) pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), com base na ordem executiva 13224, que embasa medidas antiterrorismo. Essa classificação impede que as entidades realizem qualquer tipo de operação financeira nos EUA e autoriza o bloqueio de recursos vinculados a elas sob jurisdição americana.

Além da Ação Palestina, as sanções alcançam o grupo italiano Autistici Inventati — acusado de fornecer serviços digitais, como hospedagem de sites, e-mails criptografados e ferramentas de comunicação, a coletivos classificados como extremistas — e a rede transnacional Masar Badil, apontada pelo Tesouro como fachada para a Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), já listada pelos EUA como organização terrorista estrangeira.

De acordo com o Departamento do Tesouro, o principal objetivo é cortar linhas financeiras e dificultar a coordenação internacional dessas movimentações. Na prática, as sanções bloqueiam bens e interesses em bens sob jurisdição americana, proíbem transações financeiras com pessoas e entidades designadas, estabelecem penalidades civis e criminais em caso de descumprimento e alertam instituições financeiras estrangeiras sobre riscos de sanções secundárias. Como resultado, essas organizações ficam impossibilitadas de movimentar ativos no país e perdem acesso a serviços bancários e de pagamentos internacionais.

No Reino Unido, a Ação Palestina já havia sido proibida em julho de 2025. A decisão, contudo, foi criticada por organizações de direitos humanos, incluindo a Anistia Internacional, que apontam risco de uso indevido de instrumentos antiterrorismo e de restrição ao direito de protesto, ressaltando que medidas desse tipo podem sufocar manifestações legítimas.