Dólar recua 0,25% após notícia de possível cessar-fogo entre EUA e Irã

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Dólar fecha em queda acentuada, chegando a R$ 5,14 (Foto: Instagram)

O dólar encerrou esta terça-feira (25) em queda acentuada, recuando 0,25% ante o real e chegando a R$ 5,1404, com mínima de R$ 5,1394 nos momentos finais do pregão. A aceleração da desvalorização ocorreu na reta final das operações, acompanhando a perda de força da moeda americana no exterior e o recuo de cerca de 5% no preço do petróleo em bolsas eletrônicas, após veiculações de que Estados Unidos e Irã podem ter firmado um novo acordo de cessar-fogo.

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Pela manhã, o ambiente já mostrava apetite ao risco, diante da possibilidade de Washington suspender sanções econômicas contra Teerã em troca da liberação do tráfego no Estreito de Ormuz. Nesse contexto, o petróleo registrou queda superior a 3% na sessão regular após os governos do Irã e de Omã anunciarem o estabelecimento de um corredor marítimo temporário em Ormuz e a remoção de minas na região.

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Mesmo com o exterior pressionando o dólar para baixo, o câmbio doméstico operou de forma lateral durante a tarde, com leve viés de baixa, até se firmar em terreno negativo ao final. Com a agenda de indicadores praticamente vazia e sem novidades relevantes na disputa presidencial, investidores se limitaram a ajustar posições, de olho em eventuais aportes de capital estrangeiro na bolsa.

“Há menor aversão ao risco global e acomodação no mercado de renda fixa. Além disso, há um retorno moderado de fluxo de investimento ao Brasil, com estrangeiros comprando ações”, destaca Eduardo Velho, economista-chefe da Bravonte Capital.

Do pico de R$ 5,2216 em 18 de setembro até hoje, o dólar registrou queda de 1,55% em relação ao real. No entanto, acumula alta de 1,38% em agosto, reflexo da maior demanda por hedge cambial e da saída de investidores internacionais da bolsa nas últimas semanas, em razão da proximidade das eleições e das incertezas sobre rumos da política econômica.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, recuava 0,12% por volta das 17h, aos 98,874 pontos, após tocar 98,863 pontos. No mês, o Dollar Index cai mais de 0,90%. As taxas dos Treasuries americanos também recuaram, sustentadas pelo menor risco inflacionário e pela perspectiva de recompras de títulos pelo Tesouro dos EUA, em função da queda do petróleo.

Para José Raymundo Faria Junior, diretor da Wagner Investimentos, o cenário externo favorável ao real se reforça com a fraqueza do dólar após o anúncio das recompra de títulos, a melhora nos termos de troca do Brasil e a expectativa de uma disputa presidencial mais acirrada, segundo as últimas pesquisas. “Apesar de todas essas notícias positivas, o real ainda está cerca de 5% abaixo de sua maior cotação nominal do ano”, avalia, acrescentando que, ajustada pela Selic, a menor cotação do dólar no ano – R$ 4,90 em meados de maio – equivale atualmente a cerca de R$ 5,08.