
Imagens das jovens Letycia e Sttela antes do desaparecimento (Foto: Instagram)
Maria da Penha Almeida, mãe de Letycia Garcia Mendes, de 18 anos, falou pela primeira vez após a confirmação da morte da filha e das primas desaparecidas em abril no Paraná. Em entrevista emocionada, ela relatou o momento em que soube da localização de restos mortais e descreveu os quatro meses de angústia enquanto aguardava por notícias. A mãe afirmou que o desfecho trouxe alívio para o mistério, mas também a dor de ter a tragédia oficialmente confirmada.
++ Elize Matsunaga: Carro do crime agora tem novo dono e acumula várias dívidas
Para Maria da Penha, descobrir os ossos das jovens foi um misto de sentimentos depois de semanas de incertezas. Embora a identificação precise ser confirmada pela Polícia Científica, a mãe já considera o caso encerrado em termos de busca, mas não em luto. Ela contou que, ao receber a notícia, sentiu alívio por ter um fim para o sofrimento e, ao mesmo tempo, tristeza por ter a confirmação da pior hipótese.
++ Fiji enfrenta surto acelerado de HIV impulsionado pelo uso de metanfetamina
A Polícia Civil do Paraná localizou os restos mortais na sexta-feira, 21 de agosto, em uma área de mata em Paraíso do Norte, no Noroeste do estado. O local foi apontado pelos investigadores durante as diligências sobre o desaparecimento de Letycia e de Sttela Dalva Melegari Almeida. Os fragmentos foram encaminhados ao Instituto de Criminalística de Maringá, onde exames de DNA devem confirmar se pertencem às primas.
O inquérito aponta que as jovens foram assassinadas na madrugada de 21 de abril, após saírem de uma casa noturna em Paranavaí. Segundo o delegado responsável, um desentendimento comercial motivou o crime, classificado pelas autoridades como feminicídio. A investigação também apurou que as vítimas foram levadas até a região de mata, onde teriam sido mortas e ocultadas.
Durante as buscas, a Polícia Civil encontrou e tentou prender Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, conhecido como “Dog Dog”. Ele foi localizado em Mandaguari, reagiu à voz de prisão, fez um refém e acabou morto em confronto com os agentes. Maria da Penha declarou não nutrir sentimento de vingança e afirmou confiar na misericórdia divina para a alma do suspeito.
Ao abordar a morte da filha, a mãe de Letycia classificou o crime como feminicídio e aproveitou para alertar sobre a violência contra mulheres. “Jamais imaginei passar por isso. Foi um feminicídio, e pode acontecer com qualquer uma de nós”, destacou. Além de Clayton, um outro homem de 29 anos foi preso por suspeita de ocultação de cadáver e de ajudar a direcionar a polícia ao local das ossadas.
A Polícia Científica segue com os exames necessários para confirmar oficialmente as identidades de Letycia e Sttela. Com o resultado, as famílias poderão dar o enterro adequado e tentar encontrar conforto diante da tragédia que abalou Paranavaí e toda a região noroeste do Paraná.





