
Viatura da Polícia Militar na Rua Padre Afonso Lopes, em Areia Branca, onde pai e filho foram encontrados mortos (Foto: Instagram)
No Centro de Areia Branca, no Rio Grande do Norte, uma residência na Rua Padre Afonso Lopes virou cenário de um mistério depois que um homem e seu filho de apenas 5 anos foram encontrados sem vida. Imagens capturadas pela perícia mostram a fachada e o interior do imóvel onde João Paulo e o garoto Vicente foram alvejados por golpes de faca. A ausência de sinais de arrombamento levou a Polícia Científica a realizar uma análise detalhada do local.
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De acordo com a Polícia Militar, a ocorrência foi atendida na manhã de segunda-feira, dia 24, após vizinhos reportarem barulhos estranhos. Ao chegarem, os agentes localizaram pai e filho dentro de um quarto, lado a lado. As primeiras informações indicam que as mortes podem ter ocorrido ainda na noite de domingo, dia 23, mas a perícia será responsável por confirmar o horário exato do crime.
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Os laudos iniciais apontam múltiplos cortes profundos em ambos, resultado de golpes de faca compatíveis com a arma branca encontrada próxima aos corpos, segundo a Polícia Civil. A delegada que conduz as investigações ressaltou que não há vestígios de arrombamento, o que pode indicar que o autor do crime tinha acesso prévio à casa ou relação de confiança com as vítimas.
O pai foi identificado como João Paulo Fernandes de Oliveira, enquanto o menino atendia pelo nome de Vicente Rafael Lemos Fernandes de Oliveira. Conforme esclarecido pela polícia, o garoto vivia em regime de guarda compartilhada, dividindo-se entre a residência do pai e o lar da mãe. Familiares estão sendo ouvidos para esclarecer detalhes sobre a rotina e eventuais conflitos que possam ter precedido o homicídio.
Peritos da Polícia Científica permaneceram no local para colher impressões digitais, amostras de sangue e outros vestígios que ajudem a reconstituir a dinâmica do crime. O material recolhido seguirá para análises laboratoriais, incluindo exames toxicológicos e de substâncias, com o objetivo de identificar possíveis autores ou confirmar a presença de terceiros no imóvel.
A Polícia Civil prossegue com o inquérito, ainda sem apontar um suspeito concreto. A delegada responsável aguarda os resultados finais da perícia para definir se haverá pedidos de prisão preventiva ou novas diligências. Até o momento, não há confirmação oficial de motivação ou envolvimento de outras pessoas no duplo homicídio.






