Criptomoedas: bitcoin avança com impulso de ganhos por incertezas e sinais regulatórios

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Bitcoin volta a ensaiar recorde enquanto investidores apostam em ETFs e dólar fraco (Foto: Instagram)

Na manhã desta segunda-feira (24), o bitcoin manteve a trajetória de alta que culminou em um ganho superior a 22% na última semana. O desempenho está ligado às incertezas na economia dos Estados Unidos, que passam pelo crescente endividamento público e pelas intervenções pontuais do Departamento do Tesouro, além dos recentes sinais vindos de órgãos reguladores. O mercado também observa atentamente a postura que o Federal Reserve (Fed) adotará nesta semana, a fim de avaliar seu efeito nos preços das criptomoedas.

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Por volta das 16h em Brasília, o bitcoin registrava valorização de 2,14%, sendo negociado a US$ 78.974,00, enquanto o ethereum avançava 1,02%, cotado a US$ 2.473,02, segundo dados da plataforma Binance.

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Mesmo após experimentar sua melhor semana em mais de dois anos, a recuperação do bitcoin ainda enfrenta desafios, destaca Linh Tran, estrategista da XS.com. “O alívio momentâneo na pressão sobre os rendimentos dos títulos americanos, a desvalorização recente do dólar e a expectativa de condições financeiras menos restritivas elevaram o apetite por ativos de risco e atraíram fluxos de capital para o BTC”, afirma Tran. Esse conjunto de fatores, segundo ela, indica demanda de compra genuína, embora parte do movimento de US$ 70.000 para quase US$ 80.000 seja atribuível a impulsos técnicos.

Os próximos capítulos dependerão diretamente da sustentação dos aportes em ETFs de bitcoin, da evolução dos rendimentos dos Treasuries e das sinalizações que surgirem do Simpósio de Jackson Hole. Caso o dólar continue a se enfraquecer e os juros de longo prazo não experimentem alta significativa, o bitcoin pode voltar a testar o patamar de US$ 80.000 nas próximas sessões.

Na última semana, os produtos de ETF ligados a bitcoin somaram US$ 1,92 bilhão em entradas líquidas — o maior volume desde outubro do ano passado e a melhor marca para uma semana de 2026. “Esse fluxo foi essencial para acelerar o rompimento técnico e demonstrar que a alta não se deveu apenas ao apetite de investidores especulativos. Houve participação relevante de capital institucional”, comenta Pedro Fontes, analista de research do Mercado Bitcoin.

Paralelamente, a Strategy, maior detentora corporativa de bitcoin, optou por não adquirir mais a criptomoeda na semana passada, conforme um documento protocolado. Ainda assim, a empresa manteve uma postura ativa: vendeu US$ 2 bilhões em ações ordinárias e reinvestiu imediatamente os recursos obtidos. Desse montante, US$ 300 milhões foram destinados à reserva em dólares — agora em US$ 5,1 bilhões — e outros US$ 136 milhões foram utilizados na recompra de ações preferenciais.