
Suspeito de cárcere privado, Ailton Rodrigues de Souza foi preso preventivamente pela Justiça de Goiás. (Foto: Instagram)
Neste sábado (22), a Justiça de Goiás decretou a prisão preventiva de Ailton Rodrigues de Souza, investigado por manter a ex-esposa, Emiliane Tamara Nunes Carvalho, acorrentada por cinco dias em uma residência de Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. A decisão impede a libertação do suspeito até a conclusão das investigações, considerando a gravidade das acusações e o risco à vítima.
++ Elize Matsunaga: Carro do crime agora tem novo dono e acumula várias dívidas
A determinação foi assinada pelo juiz Cristian Assis, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Ceres, ao converter a prisão em flagrante em preventiva após audiência de custódia. Com isso, Ailton continuará detido por tempo indeterminado, sem direito a liberdade provisória até que o processo seja analisado em juízo.
++ Fiji enfrenta surto acelerado de HIV impulsionado pelo uso de metanfetamina
Na fundamentação do despacho, o magistrado ressaltou a necessidade de resguardar tanto a integridade física quanto a saúde emocional da vítima. Cristian Assis destacou ainda a gravidade concreta dos fatos, a suposta periculosidade do investigado e o risco de novas agressões, afirmando que medidas cautelares alternativas não seriam suficientes para garantir a ordem pública e a proteção necessária.
A defesa de Ailton havia requerido liberdade provisória com aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, como uso de tornozeleira eletrônica e afastamento de locais frequentados pela ex-companheira. No entanto, o pedido foi rejeitado, pois, segundo a Justiça, tais restrições não ofereceriam garantia efetiva de segurança diante das circunstâncias e da potencial reiteração de violência.
Emiliane Tamara foi resgatada na sexta-feira (21) pela polícia, após denúncias de parentes que escutaram pedidos de socorro. Liberada do hospital no mesmo dia, ela publicou um vídeo nas redes sociais mostrando os ferimentos causados pelas correntes e relatando as agressões sofridas. Segundo a vítima, o relacionamento havia sido encerrado em dezembro de 2025, mas o ex-marido se recusava a aceitar o término e passou a mantê-la em cárcere privado.
O caso segue sob investigação da Delegacia de Polícia de Águas Lindas de Goiás, que analisa provas e colhe depoimentos para apurar a dinâmica dos fatos e eventual participação de terceiros. A 2ª Vara Criminal de Ceres permanecerá responsável pelo andamento do processo, que poderá resultar em denúncia formal e ação penal contra Ailton Rodrigues de Souza.






