Dinossauros voltaram? Vídeo revela filhotes à venda por R$ 500

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Imagens geradas por IA de “mini-dinossauros” enganam comprador em Vespasiano (MG) (Foto: Instagram)

Nem mesmo o impacto do meteorito que extinguiu os grandes dinossauros impediu que golpistas explorassem a lenda pré-histórica recentemente. Em Vespasiano, município da Região Metropolitana de Belo Horizonte, um morador quase transferiu R$ 500 via Pix para adquirir um “mini dinossauro” anunciado no WhatsApp. Ao entrar em contato, descobriu que as imagens do suposto filhote foram totalmente fabricadas por inteligência artificial, sem qualquer base real.

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O vídeo que circulava mostrava dezenas de pequenos répteis com feições semelhantes a dinossauros, caminhando livremente em um espaço que imitava um criadouro, com comedouros, bebedouros e até iluminação natural. Seduzido pela promessa de ter um animal pré-histórico em casa, o interessado solicitou mais registros fotográficos e filmagens para garantir a autenticidade do negócio.

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Para reforçar a credibilidade, o perfil compartilhava capturas de conversas com supostos compradores anteriores, mostrando imagens dos animais e depoimentos entusiasmados. Mesmo assim, o comprador desconfiou quando o anunciante informou que as fotos e vídeos adicionais só seriam liberados após o pagamento adiantado de R$ 500 via Pix.

Com a exigência de depósito prévio, a transação não foi concluída. O morador decidiu interromper o contato ao perceber o pedido de pagamento sem garantias e evitou qualquer prejuízo financeiro. O episódio ganhou atenção nas redes sociais após ser relatado por Vitor Monteiro, amigo da família, destacando a sofisticação crescente desses golpes.

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que não há boletim de ocorrência registrado sobre o caso. Ainda assim, as autoridades orientam que eventuais vítimas de fraudes similares procurem imediatamente uma delegacia ou unidade policial para formalizar denúncia e iniciar investigações contra os responsáveis.

O uso de inteligência artificial na produção de vídeos e imagens tem se tornado ferramenta de criminosos, permitindo a criação de cenas impossíveis e a veiculação de anúncios falsos com alto grau de realismo. Desde animais extintos até ofertas de produtos raros, nada escapa à capacidade de simulação desses recursos tecnológicos.

Especialistas sugerem algumas medidas preventivas para evitar cair em golpes on-line: pesquisar a reputação do vendedor, desconfiar de preços muito abaixo do mercado, exigir chamadas de vídeo em tempo real para ver o produto ao vivo e nunca realizar pagamentos antecipados sem garantias. Pressa excessiva, testemunhos sem comprovação e falta de contato direto são indicadores clássicos de fraude.

Enfim, embora os dinossauros sigam extintos na realidade, os golpes com auxílio da inteligência artificial não param de evoluir. O consumidor deve manter-se atento aos sinais de tentativa de fraude e adotar cautela redobrada nas negociações virtuais para não ser a próxima vítima.