
Enxada e faca: instrumentos do crime que vitimou Ana Cláudia em Arapiraca (Foto: Instagram)
Na terça-feira (18), o Tribunal do Júri de Arapiraca condenou José Aneildo de Melo, de 45 anos, a 28 anos de reclusão pela morte de Ana Cláudia Alves Xavier. O crime foi classificado como homicídio qualificado, considerando motivo torpe, emprego de meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. A magistrada ainda definiu que a pena seja cumprida em regime inicialmente fechado, em razão da gravidade dos fatos.
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Além da privação de liberdade, o réu terá de arcar com uma indenização de R$ 20 mil aos familiares de Ana Cláudia. O valor foi fixado pelo juízo de forma compensatória, para reparar danos morais pela perda da mulher que vinha convivendo com ele. O pagamento deverá ocorrer em favor dos parentes, conforme determinações judiciais.
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O assassinato se deu em 18 de agosto de 2024, no Povoado Rio dos Bichos, zona rural de Arapiraca. Testemunhas indicam que o desentendimento teve início quando Ana Cláudia comunicou que queria encerrar o relacionamento, após presenciar agressões do companheiro contra sua filha adolescente. Irritado, José Aneildo teria atacado a ex-companheira pelas costas enquanto ela falava ao telefone.
Conforme o laudo pericial, a vítima apresentava dez lesões distintas, incluindo golpes de faca no rosto que deixaram marcas e um impacto de enxada na região da cabeça, considerado fatal. Os peritos também encontraram sinais de luta corporal e ferimentos defensivos nos braços de Ana Cláudia, comprovando a tentativa de se proteger.
Na sentença, a juíza responsável ressaltou a frieza do agressor ao utilizar dois instrumentos letais e a necessidade de cumprimento da pena em regime fechado. O documento judicial descreve ainda que o crime demonstra grave violação aos direitos da mulher e ao dever de proteger a vida, justificando a medida mais severa prevista no Código Penal.






