Criança de 10 anos traficada do Peru para o Equador para ser entregue a homem de 50 anos

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Menina indígena peruana de 10 anos é salva de rede de tráfico na fronteira amazônica (Foto: Instagram)

Uma menina de 10 anos foi resgatada após ser levada do Peru para o Equador com o propósito de ser entregue a um homem de 50 anos. As autoridades equatorianas informaram que a criança, pertencente a uma comunidade indígena peruana, estava na região amazônica quando a operação de resgate ocorreu. O caso reuniu equipes de investigação e agências de proteção aos menores para impedir que o plano se concretizasse.

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As investigações começaram há cerca de dois meses, após denúncias de tráfico de menores na fronteira entre os dois países. Os agentes rastrearam a menina até a cidade de Espejo, na província de Pastaza, onde conseguiram localizá-la com vida. No mesmo local, eles prenderam o homem apontado como suspeito de receber a criança, que agora responde por crime de tráfico de pessoas.

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Segundo a Promotoria do Equador, o objetivo do tráfico era realizar uma união servil, configurada como casamento infantil, prática que fere tratados internacionais e a legislação local. Durante o atendimento, a menina relatou ter sofrido toques em suas partes íntimas, informação que agravou a investigação e motivou a inclusão de evidências de abuso sexual no inquérito.

O trabalho de investigação envolveu troca de informações entre forças policiais do Peru e do Equador, inteligência de fronteira e colaboração de organizações de direitos humanos. Os agentes identificaram rotas de transporte usadas por traficantes de menores e monitoraram grupos suspeitos, o que permitiu impedir o deslocamento de outras possíveis vítimas.

O episódio reforça o alerta sobre uniões precoces na América Latina. Dados do Unicef, citados pela BBC, indicam que o casamento infantil ainda ocorre em diversos países da região, impulsionado por fatores como pobreza, desigualdade, falta de acesso à educação e violência. As estatísticas apontam que muitas meninas se relacionam com parceiros pelo menos dez anos mais velhos, aumentando sua vulnerabilidade.

Frente ao problema, várias nações latino-americanas endureceram as leis para coibir o casamento de menores. Em 2023, o Peru elevou a idade mínima para 18 anos em qualquer tipo de matrimônio. Ainda assim, especialistas alertam que uniões informais podem manter as meninas expostas aos mesmos riscos. No caso da criança resgatada, as autoridades seguem investigando a rede de apoio ao tráfico e possíveis cúmplices.