Os títulos do Tesouro Direto começaram a sentir uma forte pressão após os juros dos Treasuries, títulos do governo dos Estados Unidos, atingirem o maior nível em cerca de 19 anos. O movimento no mercado internacional acabou afetando principalmente os papéis atrelados à inflação brasileira, que registraram queda.
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O cenário acontece porque a alta dos juros dos títulos americanos muda a relação entre risco e retorno para investidores de todo o mundo. Com os Treasuries oferecendo rendimentos maiores, outros ativos precisam se ajustar para continuar atraentes, aumentando a pressão sobre os preços dos títulos brasileiros.
Entre os papéis mais afetados estão os títulos IPCA+, que combinam a variação da inflação com uma taxa de juros definida no momento da compra. Quando as taxas negociadas no mercado sobem, os preços desses títulos tendem a cair, provocando uma desvalorização nos investimentos que já estão em circulação.
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O movimento mostra como uma decisão ou mudança nas condições do mercado americano pode rapidamente chegar ao Brasil. A disparada dos juros dos Treasuries colocou o mercado de renda fixa novamente no radar dos investidores e trouxe volatilidade para os títulos negociados pelo Tesouro Direto.
















