O campo magnético da Terra está passando por um deslocamento contínuo que voltou a chamar a atenção da comunidade científica. O Polo Norte magnético, referência para bússolas e diversos sistemas de navegação, não permanece fixo e já percorreu mais de 2.250 quilômetros desde que foi identificado, seguindo em direção à Sibéria. Embora o fenômeno seja natural, ele exige monitoramento constante por causa dos impactos na tecnologia usada diariamente.
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A mudança acontece porque o campo magnético é produzido pelo movimento de metais líquidos, como ferro e níquel, no núcleo externo do planeta. Como essa região está em constante transformação, o Norte magnético também muda de lugar ao longo dos anos. Por esse motivo, ele não coincide exatamente com o Polo Norte geográfico mostrado nos mapas.
Esse deslocamento obriga cientistas a atualizarem regularmente os modelos utilizados por aviões, navios, drones, satélites, bússolas digitais e até celulares. Sem essas correções, equipamentos que dependem da orientação magnética podem apresentar pequenas imprecisões, principalmente em viagens longas e operações que exigem alta precisão.
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Apesar da rápida movimentação do Polo Norte magnético, especialistas afirmam que não há motivo para preocupação da população. O campo magnético da Terra continua protegendo o planeta das partículas vindas do espaço, e o principal efeito prático, por enquanto, é a necessidade de manter atualizados os sistemas de navegação utilizados em diferentes partes do mundo.

