DIs recuam com dados de atividade, mas alta do petróleo freia queda no mercado de juros

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Cédulas de R$200 ilustram a oscilação das taxas DI (Foto: Instagram)

As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) oscilaram ao longo desta segunda-feira, inicialmente recuando com a divulgação de um Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) pior do que o previsto, mas limitando perdas no fim da tarde. A valorização do petróleo acima de US$ 90 o barril serviu de impulso para uma parcial recuperação dos juros, ainda que as taxas tenham permanecido abaixo dos níveis do ajuste anterior.

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O movimento de baixa nas primeiras horas de negociação refletiu a queda de 0,64% do IBC-Br em junho, índice que mede a atividade econômica antes dos dados oficiais do PIB. A expectativa média dos economistas era de um recuo menor, de 0,50%, levando investidores a recalibrarem a precificação para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para setembro.

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Mesmo com a volatilidade intradiária, a maior parte do mercado segue atribuindo cerca de 77% de chance a um corte de 0,25 ponto porcentual na taxa Selic em setembro, segundo as opções do Copom. A possibilidade de manutenção do juro em 14% ao ano ficou em aproximadamente 22%.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 estava em 13,760%, ante 13,777% no ajuste anterior. O vencimento de janeiro de 2029 recuou a 14,310%, contra 14,389%, e o contrato com maturidade em janeiro de 2031 cedeu para 14,570%, de 14,655%.

Os preços do petróleo subiram desde a manhã diante da falta de acordo para o tráfego de navios no Estreito de Ormuz. No período da tarde, a pressão se intensificou após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar ampliar o conflito no Oriente Médio. O barril de Brent atingiu alta de 2,65%, fechando a US$ 90,87.

Com os ganhos do petróleo, os títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries) também subiram, refletindo receios de maior pressão inflacionária. Esse movimento contagiou a curva de juros brasileira, levando à redução das baixas vistas no início do pregão.

“O IBC-Br de hoje surpreendeu um pouco para baixo. Mas não é só o IBC-Br. Há uma percepção generalizada – por eventos de crédito e também pelos dados de crédito – de um cenário de desaceleração da atividade à frente”, afirmou Ricardo Espindola, superintendente de crédito e renda fixa da Porto Asset.

Para Leonel Oliveira Mattos, analista de inteligência de mercado da StoneX, o balanço de riscos para a inflação do Banco Central incorpora fatores domésticos, o que explica a sensibilidade às informações de atividade. “Um deles é a questão dos preços do petróleo, que acaba tendo uma importância muito grande aqui”, disse.