Influenciador Buzeira é solto após 10 meses de prisão por suspeita de lavagem de dinheiro

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Influenciador Buzeira é solto após 10 meses de prisão preventiva (Foto: Instagram)

Na segunda-feira (17), o influenciador digital Bruno Alexssander Souza Silva, mais conhecido como Buzeira, foi solto após permanecer detido preventivamente por cerca de dez meses. A Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) concedeu a ele habeas corpus, impondo medidas cautelares em substituição à prisão. A decisão judicial atendeu a recurso da defesa, que argumentou respeito ao princípio constitucional da presunção de inocência e à necessidade de aguardar o curso regular do processo em liberdade.

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Buzeira estava preso desde outubro de 2025, quando se tornou alvo da Operação Narco Bet, conduzida pela Polícia Federal em diversas cidades do país. Segundo a investigação, o influenciador estaria envolvido em um esquema de lavagem de dinheiro possivelmente vinculado ao tráfico internacional de entorpecentes. As autoridades apontam que o grupo utilizava criptomoedas, apostas em plataformas eletrônicas e transferências internacionais para ocultar a origem ilícita dos recursos movimentados.

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As investigações da PF indicam que a organização teria movimentado aproximadamente R$ 630 milhões ao longo do período investigado. Além de Buzeira, outros suspeitos teriam participação direta no esquema, que, conforme apurado, manteria conexão com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que atua no tráfico. Até o momento, nenhuma das acusações resultou em condenação definitiva, e o influenciador mantém a condição de réu no processo.

Enquanto esteve recolhido, a defesa de Bruno Alexssander Silva apresentou sucessivos pedidos de habeas corpus ao TRF-3, buscando sua libertação. Em novembro de 2025, a Quinta Turma já havia negado um dos pedidos, mantendo a prisão preventiva com base na gravidade dos indícios e no risco de interferência nas investigações. Naquela ocasião, a Justiça avaliou que a liberdade provisória poderia comprometer a coleta de provas e o andamento do processo.

Com a nova decisão, Buzeira deixará o regime fechado, mas deverá cumprir medidas cautelares determinadas pelo tribunal. Entre as condições impostas, estão a proibição de contato com outros investigados, a entrega do passaporte às autoridades, o comparecimento periódico em juízo e o recolhimento domiciliar em horários determinados. Para a defesa, as medidas são compatíveis com a presunção de inocência e garantem que o influenciador possa se dedicar à preparação de sua defesa durante o curso do processo.

A soltura, no entanto, não representa absolvição, e Bruno Silva continuará sendo investigado e processado na Justiça Federal. Os autos da Operação Narco Bet seguem em fase de instrução, com análise de documentos, quebra de sigilos e colaboração de órgãos internacionais. Cabe agora à Polícia Federal e à Procuradoria da República avaliar as provas reunidas e decidir se oferecem denúncia formal ou se solicitam novas diligências para esclarecimento dos fatos e eventual responsabilização dos envolvidos.